1. O uso de vacinas moralmente corruptas é aceitável por motivos graves, especialmente para a proteção de pessoas vulneráveis, a título temporário;

2. A necessidade moral de receber tais vacinas deve implicar que a pessoa esteja sob grande pressão ou tenha necessidade de recebê-las para manter o emprego (como, por exemplo, a equipe médica de um hospital);

3. Em todos os casos, a Igreja e todas as pessoas têm o dever de protestar contra a produção de tais vacinas e contra os abortos, incluindo os abortos para pesquisas médicas;

4. Os seguintes pontos são deveres impostos aos médicos e chefes de família:

• Usar vacinas alternativas (se houver);

• Pressionar autoridades políticas e sistemas de saúde para disponibilizar vacinas éticas;

• Recorrer, se necessário, à objeção de consciência para vacinas derivadas do aborto (ou seja, recusar essas vacinas);

• Opor-se por todos os meios (por escrito, por meio de associações, meios de comunicação etc.) às vacinas derivadas de aborto;

• Fazer pressão para a produção de vacinas alternativas éticas;

• Exigir um rigoroso controle legal dos fabricantes da indústria farmacêutica;

• Combater e utilizar todos os meios legais para dificultar a vida das empresas farmacêuticas que atuam sem escrúpulos e sem ética.

5. Em nenhum caso o uso de tais vacinas pode ser qualificado como um dever moral, nem cercado de elogios; na melhor das hipóteses, como o canibalismo em casos de extrema necessidade, seu uso continua deplorável;

6. Um problema à parte é a necessidade médica de tais vacinas: a pandemia realmente justifica o uso de vacinas? Ou a questão de sua segurança: as vacinas Covid estão em fase experimental e algumas são novas em sua modalidade de ação. Esses problemas ainda são objetos de discussão da parte de pessoas competentes na matéria; e, por isto, é mais do que compreensível que a população geralmente relute em vacinar-se;

7. Já existem vacinas moralmente aceitáveis ​​ou estarão disponíveis em breve, embora possa ser difícil obtê-las, dependendo de onde se viva;

8. Ninguém deve ser forçado a receber uma vacina contra a própria consciência;

9. Se, a rigor, a “virtude da justiça” não proíbe receber tais vacinas, a “virtude da caridade” pode levar os cristãos a renunciar a elas, seja para o bem da própria alma, seja para ser testemunhas da dignidade da vida.

https://lanuovabq.it/it/feti-abortiti-e-vaccini-le-verita-dimenticate