O compositor e organista José Joaquim Emérico Lobo de Mesquita, ou, mais simplesmente, Lobo de Mesquita, nasceu na segunda metade do século XVIII na bela cidade colonial do Serro, em Minas Gerais, e em sua região natal viveu até perto do fim de sua vida, quando se mudou para Outro Preto e, mais tarde, para o Rio de janeiro, onde morreu provavelmente no início do século XIX.

Sua produção esteve perdida por mais de um século e começou a ser resgatada pelo importante musicólogo alemão Curt Lange, a partir dos anos quarenta do século XX. A música de Lobo de Mesquita sofreu a influência de Haydn, e é toda ela sacra: algumas Missas e várias obras para-litúrgicas, compostas para ocasiões especiais do calendário católico.

A sua Antífona de Nossa Senhora (de 1787) traz uma das mais belas Salve Rainhas já escritas na história da música. Sua primeira gravação se deu no final dos anos cinquenta, com a Associação de Canto Coral dirigida pela musicóloga Cléophe Person de Matos, e a Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência de Edoardo de Guarnieri. Há também uma gravação mais recente, com o coro e orquestra barroca Armonico Tributo, utilizando instrumentos de época, sob direção de Edmundo Hora. A gravação postada aqui foi feita pelo coral Ars Nova,  da Universidade Federal de Minas Gerais.

Mais detalhes sobre a vida e a obra de Lobo de Mesquita podem ser encontrados aqui.