A esquerda americana faz surgir o retorno da segregação nas universidades. A Universidade de Columbia, em Nova York, sediará eventos separados com base na identidade étnica, sexual ou mesmo segundo o nível de renda dos alunos. O comunicado, publicado no site dessa universidade nova- yorkina, ateou fogo à pólvora, gerando duras críticas na imprensa conservadora americana:

“Em homenagem às diversas comunidades estudantis de Columbia e como um complemento às cerimônias de graduação da Universidade, temos o prazer de também oferecer celebrações multiculturais, a fim de fornecer um ambiente mais íntimo para nossos alunos se auto-identifiquem de maneiras diferentes. Esses eventos permitem que os membros de cada comunidade se tornem mais conscientes das experiências identitárias e comunitárias que influenciaram sua vida estudantil, desde a sua entrada no campus até a formatura.”

Dentre os diversos eventos oferecidos aos alunos, pelo menos quatro serão diferenciados de acordo com a etnia (“Nativo, Asiático, Latino, Negro”), preferência sexual (com celebração reservada aos LGBTQ), ou ainda conforme o nível econômico.

Segundo a colunista conservadora Candace Owens, esta iniciativa “reabilita a segregação racial, ao disfarçá-la sob uma política inclusiva e diversitária”.

O historiador francês Éric Anceau, professor da Sorbonne, escreveu em sua conta no Twitter nesta manhã: “Essa universidade de Nova York escolheu a segregação, ao criar cerimônias de formatura separadas com base na raça, etnia, preferências sexuais (etc), para que cada comunidade se sinta mais confortável (sic). A Ku Klux Klan sonhou com isso e a Columbia o pôs em prática!”

https://www.lefigaro.fr/international/a-columbia-des-soirees-de-remise-de-diplome-separees-selon-l-origine-ethnique-des-etudiants-20210317