As questões mais radicais de hoje — casamento gay e mudança de sexo — são consequências da solução de um problema que já não é mais problema: a plena legitimação da homossexualidade. Esta era só o primeiro degrau de uma escalada que, do ponto de vista revolucionário/totalitário, deve continuar indefinidamente.  

A utopia sexual dos anos 60 do século passado (cujas raízes estão no início do século XX) já é quase realidade:

a possibilidade de definir o próprio sexo ainda na infância, com direito de referendar ou não o corpo biológico com o qual se nasce;

validação da pedofilia;

mudar cirurgicamente de sexo, se houver vontade;

completa reformulação da ideia de casamento, que pode ser entre pessoas do mesmo sexo, entre pessoas que mudaram de sexo, entre duas ou mais pessoas, da pessoa consigo mesma, da pessoa com não-pessoa (bicho, árvore, coisa);

E o que é pior: essa “sexutopia” será instalada pela força, como em geral tem ocorrido com os anteriores projetos utopistas, já historicamente catalogados (comunismo, nazismo, fascismo). Só que, agora, por um tipo especial de força: a força da lei. Uma lei que, obviamente, já nada mais tem a ver com a natureza humana, mas é produto da delirante criatividade revolucionária.

Um dos truques jurídico-políticos para a consecução desse fim é a equiparação da “homofobia” (neologismo semanticamente mal construído para designar a rejeição do projeto sexutopista) ao crime realmente ignóbil de racismo, e tudo para revesti-la de uma hediondez que não possui.

Um mundo assim, no qual é hediondo reafirmar a velha e permanente natureza humana, é verdadeiramente um mundo às avessas, que não se sustentará de pé por muito tempo. Um mundo de ponta-cabeça, plantando bananeira.