Por que Jesus escolheu se tornar um bebê nascido de mãe e pai e passar toda a vida, exceto os últimos anos, vivendo em uma família humana comum? Em parte, para revelar o plano de Deus de fazer todas as pessoas viverem como uma “família sagrada” em Sua Igreja (ver 2 Coríntios 6: 16-18).

Na Sagrada Família de Jesus, Maria e José, Deus revela nosso verdadeiro lar. Devemos viver como Seus filhos, eleitos, santos e amados, como diz a Segunda Leitura [“Vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos”].

Os conselhos familiares que ouvimos nas leituras de hoje — para mães, pais e filhos — são sólidos e práticos. Lares felizes são fruto de nossa fidelidade ao Senhor, como cantamos no Salmo de hoje. Mas a Liturgia nos convida a ver mais: a ver como, por meio de nossas obrigações e relacionamentos familiares, nossas famílias podem se tornar arautos da família de Deus, que Ele deseja criar ainda aqui neste mundo.

(…) É naquilo que Jesus chama de “casa de meu Pai”, que cada família encontra seu verdadeiro significado e propósito (ver Efésios 3:15). O Templo é a casa de Deus, Sua morada (ver Lucas 19:46), mas é também uma imagem da família de Deus: a Igreja (ver Efésios 2: 19-22; Hebreus 3: 3-6; 10:21).

Em nossas famílias, devemos construir esta casa, esta família, este templo vivo de Deus, até que Ele revele Sua nova morada e diga de cada pessoa: “Eu serei seu Deus e ele será Meu filho” (ver Apocalipse 21: 3, 7).

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