Há poucos anos, quando foi aprovada a chamada Constituição Europeia — que, felizmente, foi rejeitada pelo referendo francês — Joseph Ratzinger, então já Papa Bento XVI, ao lado de outras figuras importantes da Igreja e do mundo secular, denunciou o fato de que, naquela que era o esboço da Constituição Europeia, não houvesse menção ao cristianismo.

Na época, comentou-se que não se tratava simplesmente de um descuido, mas significava que o projeto político da União Europeia era um projeto pós-cristão.

Foram palavras excessivamente otimistas. Hoje, vê-se que o projeto político da União Européia, para combater o covid-19, indica a abolição da Missa de Natal exatamente como um “ato de saúde pública”.

Nem mesmo o Nacional-Socialismo ousou abolir a Missa de Natal, apesar de ser um movimento político não só não cristão, mas anticristão, pela sua própria vocação.

Mesmo para os comunistas stalinistas, que não viam nenhum problema em matar dezenas de milhares de pessoas, ou enfiá-las nos gulags, mesmo para eles a Missa de Natal era intocável.

Para os burocratas tecnocratas da União Europeia e para os pseudo-políticos que integram a Comissão Europeia — a começar pela católico Gentiloni, para referir apenas o representante italiano — a Missa de Natal tem de ser abolida.

O que Hitler e Stalin não fizeram, Ursula Von Der Leyen [atual presidente da Comissão Europeia] e Gentiloni recomendam.

Muito se pode dizer contra este projeto, que representa perfeitamente a ideia do anticristo, presente em uma das últimas entrevistas dadas pelo Papa Bento XVI no ano passado.