O nosso Deus está vindo. O tempo de exílio — a longa separação entre a humanidade e Deus devido ao pecado — está prestes a terminar. Esta é a boa nova proclamada na liturgia de hoje.

Isaías, na Primeira Leitura de hoje, promete a libertação futura de Israel, e o retorno do cativeiro e do exílio. Mas, como mostra o Evangelho deste domingo, o sentido da libertação histórica de Israel era o de anunciar um ato salvador ainda maior da parte de Deus: a vinda de Jesus para livrar Israel e todas as nações da escravidão do pecado, reunindo-os e levando-os de volta para Deus.

Deus enviou um anjo diante dos israelitas para guiá-los em seu êxodo rumo à terra prometida (ver Êxodo 23:20). E Ele prometeu enviar um mensageiro da aliança, Elias, para purificar o povo e reconduzir seu coração ao Pai, antes do retorno do Senhor (ver Malaquias 3: 1, 23-24).

João Batista menciona-o, bem como a profecia de Isaías, para mostrar que toda a história de Israel aguarda a revelação de Jesus. Em Jesus, Deus diminuiu o imenso vale que O separava da humanidade pecadora. Ele desceu do céu e fez Sua glória habitar em nossa terra, conforme cantamos no Salmo de hoje.

Ele fez tudo isso não pela humanidade em abstrato, mas por cada um de nós. A longa história da salvação conduziu-nos a esta Eucaristia, que celebramos hoje, na qual como sempre reaparece o nosso Deus. Sabemos que nossa salvação está próxima:  cada um de nós deve depreender, das leituras de hoje, um apelo pessoal. “Eis o vosso Deus”, diz Isaías na Primeira Leitura. “Ele está usando de paciência para convosco”, diz Pedro na Epístola de hoje.

Como os habitantes de Jerusalém, no Evangelho, temos que ir ao Seu encontro, arrependermo-nos de nossos pecados, de nossa indolência e comodismo, que tornam nossas vidas um deserto espiritual. Temos que endireitar nossas vidas, para que todas as nossas ações nos conduza até Ele.

Hoje, ao ouvir o início do Evangelho, que novamente nos comprometamos com uma vida de santidade e devoção.

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