A maneira mais efetiva de fazer política não é aquela que se dá nos embates do parlamento ou nos trabalhos do poder executivo. Há uma outra forma de ação política, menos visível que a anterior, cujos agentes não são deputados nem senadores, mas preferencialmente intelectuais, atuantes nos centros de produção de ideias, que tanto pode ser um departamento de universidade como um instituto independente, mantido por algum grupo de interesse. Esses trabalhos “teóricos” precedes e preparas a atuação política profissional, que hoje, mais que nunca, parece depender do que dizem os técnicos, sejam eles economistas, cientistas políticos, sociólogos, psicólogos sociais etc.

Um desses institutos independentes é o Fórum Econômico Mundial, sediado na Suíça, que desde 1991 reúne anualmente, na pequena cidade de Davos, a elite empresarial, política, intelectual e midiática do mundo, para a discussão das questões mais prementes da nova ordem mundial, sobretudo as ligadas ao meio ambiente, à saúde e aos direitos humanos.

O fundador desse instituto é o economista alemão Klaus Martin Schwab, que em julho de 2020 publicou um livro em parceria com Thierry Malleret: Covid-19: O grande resetd, ainda sem tradução para o português. A obra trata, segundo os autores, da rara oportunidade que a pandemia está oferecendo aos senhores do mundo para uma reviravolta da História, expressa na metáfora do “reset” (reiniciar, começar de novo).

O livro, no fundo, é a pauta que será discutida na próxima conferência do Fórum Econômico Mundial, sempre em Davos, prevista para junho de 2021. Um capítulo, publicado no site do Fórum Econômico Mundial, dá alguma ideia desse projeto insano. Em síntese, os autores sustentam que a própria crise do coronavírus, que teria agravado problemas que já vinham de antes (como desigualdades e injustiças sociais, divisões geopolíticas, polarização política, déficits públicos crescentes, poder excessivo dos bancos, degradação do meio ambiente, entre outros), deveria ser aproveitada para desencadear uma série de mudanças radicais em nível mundial, a começar pelo abandono decisivo de toda fonte de energia suja, como o petróleo, o carvão e o gás natural.

Para evitar conflitos violentos que, segundo os autores, viriam como consequência da profunda crise causada pela pandemia da covid-19, seria necessário colocar em prática imediatamente o Grande Reset. A pandemia estaria oferecendo ao mundo essa chance imperdível: reimaginar e reinicializar a Casa Grande (o planeta em que vivemos). Concordam que tal reinicialização é uma tarefa por demais ambiciosa, mas não veem outra saída: ou isto ou o caos.

A cereja do bolo do Grande Reset é um governo mundial eficaz, que o desastre do coronavírus ajudaria finalmente a consolidar. Somente a reinicialização do mundo velho — sob as rédeas firmes de um governo planetário — nos levaria a um mundo melhor, mais inclusivo, mais justo, mais respeitoso para com a Mãe Natureza… É preciso confiar em nossa capacidade de “recomeçar do zero”, dizem Klaus Martin Schwab e Thierry Malleret.

Esse desejo, involuntariamente cômico, de construir uma nova ordem mundial a partir do zero, submetida a um poder altamente centralizado, completamente sem Deus, fundado numa religião humanitária e ecumenista, deita inequivocamente as suas raízes na sangrenta Revolução Francesa, que é a mãe-madrasta de todas as revoluções desastrosas do século XX: Comunismo, Nazismo e Fascismo.

A atriz norte-americana Jane Fonda disse, recentemente, que a covid-19 era um presente de Deus para a esquerda. Os autores do livro “Covid-19: O grande reset” — que são esquerdistas no sentido amplo da palavra, enquanto revolucionários — concordarão certamente com a atriz.

Resta saber se a covid é realmente um produto do Criador. Há quem prefira pensar que seus artífices são gente de carne e osso, como nós, embora com os olhos um pouco mais puxados. É o que assegura o médico e virólogo italiano Joseph Tritto em seu livro, também lançado este ano, China Covid-19. A quimera que mudou o mundo (Edições Cantagalli, Siena, 2020, 272 p.). Prof. é presidente da WABT (Academia Mundial de Ciências e Tecnologias Biomédicas), com sede em Paris, uma instituição não governamental fundada em 1997 com o patrocínio da UNESCO. A obra trata das experiências de bioengenharia que a China realizou com a ajuda financeira e científica da França e dos Estados Unidos. Os estudos — inicialmente para criar vacinas — teriam aos poucos se transformado numa investigação com objetivos militares. O laboratório de Wuhan, segundo Prof. Tritto, está agora nas mãos do Exército de Libertação Popular, sob o comando da major-general Chen Wei, uma especialista em armas bioquímicas e bioterrorismo.

A partir da hipótese que o atual coronavírus não procederia dos morcegos de Wuhan, mas teria sido criado em um laboratório de biossegurança dessa cidade, e da constatação de que a China, país que foi o primeiro a sofrer o ataque desse vírus, não teve mais do que cinco mil vítimas dentre seus quase um bilhão e quatrocentos milhões de habitantes, algumas perguntas poderiam ser colocadas sobre a mesa, como disse recentemente padre Livio Fanzaga, diretor da Rádio Maria italiana. A pandemia da covid-19 foi casual ou produzida? Se produzida, teve a participação dos globalistas ocidentais? O Grande Reset já estava planejado de antemão?