Já faz algum tempo que falamos sobre o Grande Reset: a enorme convulsão econômica, social, política e global iniciada com a epidemia da covid. Conspiracionismo? Definitivamente, não. Basta dar uma olhada na edição de 13 de novembro da importante revista Science, para entender que a covid, se não existisse, teria que ser inventada, tão útil tem sido para as grandes mudanças que, obrigatoriamente, levam um bom tempo. O que nos diz a Science? Que a emergência da covid durará até 2025, e as restrições da liberdade terão que ser postas em prática até o final de 2022.

Do ponto de vista estritamente médico, é uma afirmação no mínimo estranha. As grandes epidemias do passado, da gripe espanhola à asiática, até a sars de 2002, nunca duraram mais de um ano. Por que esse vírus deve continuar a circular, valentemente, por mais cinco anos? Nenhuma explicação científica é fornecida. É uma mera hipótese, que vai contra as evidências em toda a história das epidemias.

Mas, e a vacina? Como já se tem anunciado, não será ela que libertará o mundo do grande pesadelo? Não necessariamente, nos diz a Science. Os seres humanos são infectados com vários coronavírus sazonais, e com reações cruzadas. Nenhuma provoca uma imunidade totalmente protetora e as infecções repetidas são a norma. As vacinas tendem a ser menos eficazes do que as infecções naturais surgidas ao provocar a imunidade, além dos riscos de reações adversas cruzadas. Um pesquisador, Chadi M. Saad-Roy, utilizou uma série de modelos simples, para uma variedade de cenários imunitários, visando prever futuros imunológicos para a sars-cov-2, com e sem vacinas. Os resultados do modelo mostram que nosso conhecimento imperfeito do panorama imunitário do coronavírus pode dar origem a cenários divergentes, que vão das graves epidemias recorrentes até a sua eliminação.

Sim, no final a covid deve desaparecer, mas — é o que está dito — levará cinco anos. É o tempo de uma guerra, mais ou menos a duração da Primeira (1914-1918) e da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Até 2025, teremos de viver com medo, aterrorizados. E esse plano quinquenal terá consequências econômicas e políticas inevitáveis, mas também psicológicas e até antropológicas, em nossa opinião. É, precisamente, o Grande Reset.

De acordo com o estudo em questão, as medidas de distanciamento social, como restrições a reuniões públicas, teriam que permanecer em vigor, de forma intermitente, por pelo menos mais alguns anos, para conter a disseminação da covid-19. Essas medidas duras, que já empurraram a economia mundial para a recessão, podem ser necessárias porque, de acordo com as projeções dos pesquisadores, novos surtos de sars-cov-2 poderiam (a condicional é obrigatória) retornar a cada inverno.

Mais uma vez, o que dizer das vacinas? Os pesquisadores admitem que poderiam não ser eficazes o suficiente. Pelo menos até 2024. De acordo com o estudo, surtos recorrentes de inverno da sars-cov-2 devem ocorrer nos próximos anos, após a onda pandêmica inicial mais grave. Assim, só restaria continuar o distanciamento intermitente, segundo as projeções dos pesquisadores (os quais, curiosamente, excluem qualquer descoberta farmacológica capaz de curar o vírus, além de negar — mas isso, sabemos bem, faz parte do pensamento mainstream — a possibilidade de tratamentos já existentes, e até questionar a eficácia imediata das vacinas).

É muito provável que esses modelos teóricos logo sejam traduzidos, internacionalmente, em estratégias de ação sanitária, mas também em políticas econômicas, o que provocará, como consequência, um estado de guerra permanente, uma reviravolta na vida de milhões de pessoas, forçadas a viver com cada vez menos liberdade, esperando que se dê uma imunidade de rebanho suficiente para, enfim, fazer cessar o perigo. Também não se pode descartar a ameaça mortífera de novas e pretensas epidemias, continuamente anunciadas por aqueles que teriam todo o interesse nelas. É o caso de Mark Dybul — um colaborador próximo do mítico virologista americano Anthony Fauci —, que nos últimos dias tem falado de futuras e não distantes pandemias.

Em suma, o clima de terror e insegurança deve continuar, e nos próximos cinco anos a palavra covid não desaparecerá totalmente. E tudo isso — reiteramos com veemência —, contra todas as evidências, porque, na realidade, a covid poderia extinguir-se em pouco tempo, como ocorreu com todos os vírus pandêmicos antes dela. Esses pesquisadores têm de nos explicar por que o vírus de Wuhan deveria se comportar de maneira diferente.

https://lanuovabq.it/it/covid-fino-al-2025-lassist-di-science-per-il-grande-reset