Muitos médicos, em todo o mundo, não têm dúvidas: a covid19 pode e deve ser tratada em casa. Um protocolo de atendimento domiciliar efetivo evitaria a superlotação hospitalar e o lockdown, que tem efeitos negativos na economia nacional.

O professor Luigi Cavanna, diretor do departamento de Oncologia Hematológica do hospital de Piacenza, durante o pico da epidemia, nos meses de março e abril, atendeu centenas de pacientes deslocando-se até as suas casas e administrando-lhes terapias à base de hidroxicloroquina. Seu trabalho meritório rendeu-lhe o título de “policial honorário” conferido pela Polícia Estadual e uma reportagem da famosa revista Time.

“Com base na experiência dos meses de março, abril e maio”, nota o professor Cavanna, “o tratamento precoce, que é feito nos primeiros dias de febre alta, tosse e falta de ar, permite aos pacientes evitar a internação e curar-se em casa”. A experiência clínica do professor Cavanna coincide com a de milhares de médicos que trataram pacientes em casa.”

Apesar das evidências clínicas, nove meses após o primeiro caso oficial de covid-19, ainda não temos um protocolo de tratamento único e eficaz indicado aos clínicos gerais.

Nos últimos dias, foi divulgado na Itália um projeto de protocolo de terapia domiciliar, elaborado pela Comissão Técnica Científica, com a contribuição do presidente do Conselho Superior de Saúde, Franco Locatelli.

A principal indicação é o tratamento de pacientes sintomáticos com paracetamol, ou seja, analgésico. Sobre esta decisão, expressaram perplexidade e críticas muitos médicos de clínica geral, incluído o professor Cavanna. Observa o professor: “O analgésico é um retorno às origens; em fevereiro e março só foi administrado analgésico e vimos o que aconteceu: as unidades de terapia intensiva lotaram, em detrimento dos pacientes que sofrem de outras doenças.”

Muitos médicos já produziram estudos sobre hidroxicloroquina com base em sua experiência clínica. Parece muito difícil continuar a ignorá-los, diante de uma doença que pode continuar a causar mortes entre as camadas mais frágeis da população, sem contar os efeitos negativos na economia, caso os lockdown permaneçam.