São Paulo avisa, na epístola de hoje, que o dia do Senhor está chegando. O que importa não é o tempo nem a hora, mas o que o Senhor nos encontrará fazendo com a vida nova e as graças que Ele nos deu.

Este é o cerne da parábola de Jesus, no Evangelho de hoje. Jesus é o Mestre. Morto, ressuscitado e ascendido ao céu, Ele parece ter ido embora por muito tempo.

Por nosso batismo, Ele confiou a cada um de nós uma parte de Seus “bens”, uma participação em Sua vida divina (ver 2 Pedro 1: 4). Ele nos deu talentos e responsabilidades, de acordo com a medida de nossa fé (ver Romanos 12: 3, 8).

Devemos ser como a esposa digna na primeira leitura e o homem fiel sobre o qual cantamos no Salmo de hoje. Como eles, devemos andar no “temor do Senhor” – em reverência, temor e gratidão por Seus maravilhosos dons. Este é o começo da sabedoria (ver Atos 9:31; Provérbios 1: 7).

Este não é o “medo” do servo inútil que aparece na parábola de hoje, que é um medo de escravo encolhendo-se diante de um senhor cruel, o medo de alguém que recusa o relacionamento para o qual Deus nos chama.

Deus nos chamou para sermos servos de confiança, companheiros de trabalho (ver 1 Coríntios 3: 9), usando nossos talentos para servirmos uns aos outros e ao Seu reino, como bons administradores de Sua graça (ver 1 Pedro 4:10).

Nesta tarefa, cada um de nós tem um papel diferente a desempenhar.

Embora os bons servos da parábola de hoje tenham recebido diferentes talentos, cada um “dobrou” o que recebeu. E cada um ganhou a mesma recompensa por sua fidelidade, recebeu maiores responsabilidades e uma parte da alegria do Mestre.

Portanto, vamos decidir novamente, nesta Eucaristia, valorizar o que nos foi dado, fazendo tudo para a glória de Deus (ver 1 Coríntios 10:31). Que possamos nos aproximar de nosso Mestre com confiança e amor, quando Ele vier acertar as contas.

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