Apesar da forte pressão que tem sofrido no Conselho Europeu — cujos representantes esquerdistas, como Macron, Sanchez e outros, defendem sanções econômicas contra o seu país — o governo conservador do Primeiro-Ministro da Hungria, Viktor Orbán, através do Ministério da Justiça, enviou ao Parlamento na última terça-feira, 10 de novembro, uma emenda à Constituição para garantir que “a mãe é mulher, o pai é homem”, com o veto definitivo à adoção de crianças por casais homossexuais e transexuais. Segundo esse plano constitucional, a definição do sexo será indicada no nascimento.

“A Hungria protege o direito das crianças de se identificarem com base no seu sexo”, diz o texto, que especifica que “a educação é fornecida de acordo com os valores baseados na identidade constitucional e na cultura cristã da Hungria”.

O projeto de lei prevê que somente casais heterossexuais podem adotar crianças. A Constituição, promovida por Orbán e em vigor desde 2011, já definia o casamento como a união de uma mulher e um homem.

Embora não existam “casamentos” homossexuais na Hungria, hoje em dia uma pessoa solteira pode adotar, o que significa que os casais homossexuais poderiam utilizar esse meio para o conseguir.

O partido de Orbán controla dois terços do Parlamento húngaro.