O Vaticano revelou a sua preferência pelo candidato ultrabortista Biden, e o fez por meio de seu órgão oficial online, o Vatican News, com um artigo intitulado: “O futuro do clima mundial também depende do voto nos Estados Unidos”. Não nos lembramos de ninguém, em plena campanha, que lembrasse que o futuro do massacre abortista também dependesse desse mesmo voto.

Naturalmente, o “futuro do clima global” só será salvo se a dupla Biden-Harris vencer… O fato de ambos serem entusiastas da defesa do “direito” ao aborto (e de sua ampliação tanto quanto possível), não parece atrapalhar o sono dos responsáveis ​​pela comunicação do Vaticano, pelo menos não tanto quanto o “clima”.

O certo é que aquela manchete, “O futuro do clima mundial também depende do voto nos Estados Unidos”, se não é completamente falsa, pelo menos é duvidosa o suficiente para se tornar desconcertante em uma fonte oficial da Santa Sé.

Mesmo se soubéssemos, com certeza absoluta, que o clima global está entrando de forma estável e contínua em uma nova fase — algo que vem acontecendo desde a existência do planeta, muito antes do surgimento da humanidade, sem falar no uso de combustíveis fósseis —, é um grande salto de fé supor que a assinatura de alguns acordos operaria o milagre de interromper tal processo planetário. Na verdade, esse tipo de acordo vem sendo firmado há décadas, sem ter como outro efeito senão o enriquecimento dos profetas do apocalipse verde.

Creio que bem poucos entre nós — talvez só os mais maliciosos —, que ouvimos o Santo Padre dizer, no início de seu pontificado, que os católicos não deveriam “ficar obcecados” com as questões da vida e da família, poderíamos suspeitar que uma teoria pseudocientífica, imposta pelo poder político e a mídia, teria a primazia sobre o massacre deliberado e massivo (protegido pelas autoridades!) de crianças no ventre de suas mães.

Em geral, a mídia do Vaticano tem se mostrado relutante, para dizer o mínimo, em reconhecer o progresso feito por Donald Trump em questões de defesa da vida, e a própria hierarquia eclesiástica americana procurou, em sua maioria, minimizar a gravidade desta tragédia, para evitar que os fiéis deixem de votar no candidato democrata.

El Vaticano revela su preferencia por el ultraabortista Biden