A partir de 2024, para ganhar um Oscar, um filme não precisará mais de bons atores ou de um bom roteiro, nem mesmo de agradar aos espectadores.

Após pressões das redes sociais pedindo mais “diversidade” na premiação do Óscar, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que cuida do prêmio, anunciou mudanças para agradar melhor à ditadura do politicamente correto.

As primeiras medidas reveladas dizem respeito à categoria Oscar de melhor filme. Serão agora elegíveis para esta categoria os longas-metragens que atenderem a pelo menos dois dos quatro novos critérios de desempenho e inclusão. A medida será implementada a partir da 94ª edição da cerimônia do Oscar, em 2024.

O primeiro critério diz respeito à representação das minorias na tela e nos temas escolhidos. A obra deve ter como ator principal ou secundário uma pessoa de uma minoria étnica sub-representada; ou ter um elenco composto por 30% de pessoas de grupos sub-representados (mulheres, minorias étnicas, pessoas LGBTQ +, pessoas com deficiência); ou ter no centro de sua história uma pessoa de grupos sub-representados.

O segundo critério diz respeito à equipe de criação, que deve ser composta em parte por pessoas de grupos sub-representados.

O terceiro critério diz respeito à igualdade de oportunidades e indica que as pessoas de grupos sub-representados devem ter acesso a estágios remunerados em todas as fases da criação do filme (preparação, rodagem, pós-produção).

O quarto critério diz respeito ao marketing e à comercialização do filme. O estúdio e a distribuidora do filme devem ter equipes cujos responsáveis sejam de grupos sub-representados.

Fonte: https://www.lesalonbeige.fr/oscars-les-films-ne-mettant-pas-suffisamment-en-avant-les-femmes-les-minorites-ethniques-ou-les-lgbt-seront-disqualifies/