as chaves do reino

“Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus!”, exclama Paulo na epístola de hoje. E o Salmo também assume a nota triunfante de alegria e ação de graças. Por quê? Porque, no Evangelho, o Pai celestial revela o mistério do Seu reino a Pedro.

Com Pedro, nos regozijamos por Jesus ser o Filho ungido prometido a Davi, aquele profetizado para construir o templo de Deus e reinar sobre um reino eterno (ver 2 Samuel 7).

O que Jesus chama de “minha Igreja” é o reino prometido ao filho de Davi (ver Isaías 9: 1-7). Como ouvimos na primeira leitura de hoje, Isaías predisse que as chaves do reino de Davi seriam dadas a um novo mestre, que governaria como pai para o povo de Deus.

Jesus, da raiz e descendência de Davi, é o único que possui as chaves do reino (ver Apocalipse 1:18; 3: 7; 22:16). Ao dar essas chaves a Pedro, Jesus cumpre essa profecia, estabelecendo que Pedro e todos os seus sucessores seriam os “santos padres” de Sua Igreja.

Sua Igreja também é a nova casa de Deus, o templo espiritual fundado na “rocha” de Pedro e construído com as pedras vivas que são cada fiel em particular (veja 1 Pedro 2: 5).

Abraão foi chamado de “a rocha”, da qual os filhos de Israel foram talhados (ver Isaías 51: 1–2). E Pedro se torna a rocha com a qual Deus cria novos filhos para Si (ver Mateus 3: 9).

A palavra que Jesus usa, “igreja” —  ekklesia em grego — foi usada na versão grega do Antigo Testamento para traduzir a “assembleia” dos filhos de Deus após o Êxodo (ver Deuteronômio 18:16; 31:30).

Sua Igreja é a “assembleia dos primogênitos” (ver Hebreus 12:23; Êxodo 4: 23–24), estabelecida pelo êxodo de Jesus (ver Lucas 9:31). Como os israelitas, somos batizados na água, guiados pela Rocha e nutridos com alimento espiritual (ver 1 Coríntios 10: 1-5).

Reunidos em Seu altar, na presença de anjos, cantamos o Seu louvor e damos graças ao Seu santo nome.

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