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[Foi publicado hoje na Itália, 5 de agosto, o livro China Covid-19. A quimera que mudou o mundo (Ediciones Cantagalli, Siena, 2020, 272 pp., 20 euros), do cientista Joseph Tritto, sobre as experiências de bioengenharia que a China realizou com a ajuda financeira e científica da França e dos Estados Unidos. Os estudos — inicialmente para criar vacinas — foram aos poucos se transformando em uma investigação com objetivos militares. O laboratório de Wuhan agora está nas mãos do Exército de Libertação Popular, sob o comando da major-general Chen Wei, uma especialista em armas bioquímicas e bioterrorismo. O livro também trata da luta (comercial) pelas vacinas. E conclui com a necessidade da China assinar a convenção sobre armas biológicas e tóxicas].

O Covid-19 está deixando vítimas e infectados em todo o mundo. Deve-se notar, no entanto, que esse vírus não está presente na natureza, mas foi criado em um laboratório em Wuhan, mais precisamente no laboratório de biossegurança nível 4. Deve-se observar que na construção dessa “quimera” — assim é chamado o processo de criação de um organismo em laboratório — não só intervieram cientistas chineses; também colaboraram franceses e americanos. Até alguns meses trás, essa hipótese era definida como uma “teoria da conspiração” e recebida com desprezo por aqueles que defendiam “a inocência” da China; foi até qualificada como “absurda” por vários especialistas que defendiam a “inocência” da ciência. No entanto, esta tese se apoia hoje em documentação, datas, fatos e nomes revelados por um cientista de fama internacional: Prof. Joseph Tritto, Presidente da WABT (Academia Mundial de Ciências e Tecnologias Biomédicas), com sede em Paris, uma instituição não governamental fundada em 1997 com o patrocínio da UNESCO.

O prof. Joseph Tritto, 68 anos, é o autor do livro que a partir de hoje está à venda na Itália graças a Editorial Cantagallo: China Covid-19. A quimera que mudou o mundo.

Nas 272 páginas do livro, que se lê com a mesma paixão de um romance policial, o Prof. Tritto explica as origens do vírus com precisão e rigor científicos. Primeiro, refere-se à intenção chinesa de investigar vacinas contra a SARS, com a inserção de genomas de HIV em organismos (para torná-los mais agressivos) e a adição de elementos do coronavírus descobertos em morcegos-de-ferradura por meio de um método chamado “reverse genetics system 2”.

A primeira pessoa responsável por esses experimentos de engenharia genética é a professora Shi Zheng Li, diretora do laboratório Wuhan. Note-se que este centro contou com a ajuda do governo francês e do Instituto Pasteur. Graças a ambos, os chineses aprenderam a utilizar os genomas do HIV. Alguns cientistas americanos também colaboraram, como o Prof. Ralph S. Baric, da Universidade da Carolina do Norte, e receberam fundos norte-americanos destinados ao desenvolvimento (USAID). Os cientistas dos EUA estavam interessados em estudos sobre os coronavírus, que até 2017 estiveram proibidos em seu país devido à sua periculosidade.

O prof. Tritto tem um currículo respeitável: é médico especialista em Urologia, Andrologia, Microcirurgia da infertilidade, além de professor de Microtecnologias e Nanotecnologia (no Reino Unido e na Índia). É também professor-visitante e diretor de nano-medicina da Amity University em Nova Délhi (Índia). E é precisamente por esse motivo que ele pôde se aprofundar no significado dessas investigações realizadas em Wuhan. Segundo o professor Tritto, originalmente as investigações chinesas visavam o combate de enfermidades. No entanto, evoluíram gradualmente para estudos de bioengenharia e produção de armas biológicas letais.

Não é por acaso que, nos últimos 5 anos, o laboratório Wuhan tenha recebido os fundos mais recheados de toda a China para pesquisas em virologia. Dessa forma, tornou-se um laboratório muito avançado, sob o controle direto da Academia de Ciências e do próprio governo chinês.

Segundo Tritto, “a professora Shi Zheng-Li provavelmente não tinha interesse em trabalhar para fins militares ou de outro tipo, a menos que fosse forçada a fazê-lo. Ninguém duvida de sua boa fé.” O fato é que, após a enorme publicidade que o laboratório teve devido à pandemia, a atual responsável pelo Instituto de Virologia de Wuhan, Chen Wei, foi nomeada major-general do Exército Popular Chinês. A ela se juntou uma equipe em que se destaca o nome de Zhong Nanshang, um famoso pneumologista com vasta experiência em doenças pulmonares infecciosas. A major-general Chen também é especialista em armas bioquímicas e bioterrorismo.

Na prática, o Instituto de Virologia de Wuhan sofreu intervenção e funciona sob o controle das Forças Armadas. Da professora Shi Zheng-Li, não se tem notícias: parece estar desaparecida.

No livro, os cientistas chineses não deixam uma boa impressão: impelidos pelo desejo de conhecimento, logo demonstram ser arrivistas, ávidos de poder, seja pelo desejo de fazer carreira ou por dinheiro mesmo. Uma parte do livro é dedicada à questão da investigação sobre vacinas, que põe a competir todos os institutos e laboratórios. Uma corrida que não é pelo amor à medicina e para salvar milhões de portadores do coronavírus, mas principalmente para ter a primazia de vender a vacina ao mundo todo. Nisto, a China é magistral: de acordo com o Prof. Tritto, Pequim não disponibilizou a estrutura genética original do coronavírus (o vírus mãe); divulgou apenas dados parciais. E por que fez isso? Porque somente com a posse da estrutura original do vírus se pode produzir uma vacina verdadeiramente universal, eficaz em qualquer lugar do mundo. Com o tempo, os vírus sofrem mutação e uma vacina produzida a partir de um vírus que sofre mutação só é eficaz por um determinado período e em uma determinada área.

Em resumo: em vez de amor pela ciência, existe apenas um comércio mesquinho e miserável.

No entanto, não deve ser esquecido — e Prof. Tritto não o faz — que houve muitos heróis nessa pandemia. Além dos médicos e enfermeiros que deram a vida para cuidar de pacientes que chegaram aos ambulatórios em avalanches, também devemos lembrar os primeiros médicos que denunciaram a presença de uma epidemia em Wuhan (pessoas que foram silenciadas pela polícia e ameaçadas de demissão). Estamos falando da professora Ai Fen: ela foi a primeira a falar de uma “gripe estranha”, mas logo foi censurada pelas autoridades do hospital. Também nos referimos ao oftalmologista e Prof. Li Wenliang, que também foi silenciado pelas autoridades do mesmo hospital e morreu de coronavírus, após ser infectado em contato com um paciente. Quanto à professora Ai Fen, não há como entrar em contato com ela e seu paradeiro é desconhecido.

Em seu livro, o professor Tritto também se detém na situação da Organização Mundial da Saúde, que — para muitos — se tornou um “fantoche” do governo de Pequim e apoiou todos os seus silêncios sobre a epidemia.

O livro não se limita ao passado: Prof. Joseph Tritto insiste na necessidade de normativas mundiais que regulem a investigação  sobre as “quimeras” [processo de criação de organismos em laboratório ], o funcionamento dos laboratórios de segurança de Nível 4 e os laços entre laboratórios militares e civis. E que se obriguem a China e os demais países a subscrever a convenção sobre armas biológicas e tóxicas.

http://www.asianews.it/noticias-es/Prof.-Tritto:-El-Covid-19-fue-creado-en-el-laboratorio-de-Wuhan.-Ahora-est%C3%A1-en-manos-del-ej%C3%A9rcito-chino-50719.html