Trigo e joio

Ouvimos, na Primeira Leitura de hoje, que Deus está sempre ensinando o Seu povo.

E o que Ele quer que saibamos? Que Ele cuida de todos nós; e que, embora seja um Deus de justiça, mesmo aqueles que O desafiam, e perdem a fé, podem contar com Sua misericórdia se a Ele retornarem arrependidos.

Esse ensinamento divino continua nas três parábolas que Jesus conta no Evangelho de hoje. Cada uma delas descreve o surgimento do reino de Deus a partir das sementes plantadas por Suas obras e Sua pregação. O reino cresce, discretamente, como o trabalho do fermento no pão; é surpreendente e imprevisível como a grande mostarda, que cresce a partir da menor das sementes.

Como cantamos no Salmo de hoje, Deus é lento no enfurecer-se e abundante em generosidade. Jesus nos assegura que Ele é justo: os malfeitores, e todos os que fazem com que outros pequem, serão jogados na fornalha ardente no fim dos tempos. Mas, por Sua paciência, Deus nos ensina que, acima de tudo, Ele deseja o nosso arrependimento e o congraçamento de todas as nações para adorá-Lo e glorificar Seu nome.

Mesmo que não saibamos rezar como deveríamos, o Espírito intercederá por nós, como Paulo promete na Epístola de hoje. Mas, primeiro, devemos retornar a Ele e invocá-Lo, firmemente decididos a deixar a boa semente de Sua Palavra dar frutos em nossas vidas.

Portanto, não devemos nos enganar, nem desanimar, quando vemos ervas daninhas infiltradas no trigo, ou verdade e santidade misturadas com erro, injustiça e pecado.

Por enquanto, Ele permite que o Seu sol nasça sobre os bons e os maus (ver Mateus 5:45). Mas a colheita se aproxima. Trabalhemos para ser um dia contados entre os filhos justos, que brilharão como o sol no reino do Pai.

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