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Quem será o próximo papa? Somente Deus sabe, naturalmente. No entanto, há séculos que já conhecemos como são eleitos os papas e o tipo de pessoas mais cotadas para o cargo, de modo que a especulação não é tão inútil. O prestigioso Vaticanista do National Catholic Register, Edward Pentin, acaba de publicar um livro — The Next Pope: The Leading Cardinal Candidates [O Próximo Papa: Os Principais Cardeais Candidatos], 704 p., editora Sophia Institute Press — no qual estuda a figura dos 19 cardeais de hoje com mais probabilidades.

Aliás, também não é um livro inútil. Há 117 cardeais eleitores espalhados por todo o mundo, que se reúnem no conclave sem se conhecerem muito; portanto, seu voto frequentemente se apoia em informações escassas e/ou tendenciosas sobre os possíveis candidatos. E é isso que o livro de Pentin oferece: informações abundantes, documentadas, detalhadas.

Pentin, naturalmente, tem sua própria opinião sobre os candidatos e suas possibilidades de ocupar o Sólio Pontifício após o próximo conclave, depois da morte ou renúncia de Francisco. Ele a revela em entrevista ao Life Site News, portal de informações católicas.

Por exemplo, não acredita que se possa eleger alguém com o perfil do cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, mas crê que tenham mais chances figuras mais conservadoras, como Robert Sarah, Peter Erdö, Malcolm Ranjith e Raymond Burke.

Burke? Não está ‘queimado’ por sua participação no documento Dubia? Pentin não tem tanta certeza: “Embora muitos acreditem que o cardeal Burke tenha poucas chances de ser eleito, acho que há tanta preocupação com o pontificado atual, entre muitos cardeais, que poderia levar a algumas surpresas no setor mais ortodoxo”.

No lado progressista, Pentin considera que os candidatos com maior probabilidade de serem eleitos, no próximo conclave, seriam o secretário de Estado Pietro Parolin, o filipino Luis Antonio Tagle, considerado por muitos o ‘delfim’ [príncipe herdeiro] designado pelo próprio Francisco, e Matteo Zuppi, Arcebispo de Bolonha.

Pentin acredita que, depois do pontificado de Francisco, o próximo papa terá que enfrentar numerosos desafios, incluindo uma “avaliação franca do Concílio Vaticano II”. De qualquer forma, Pentin conclui: “É importante rezar para que no conclave seja eleito o candidato mais adequado ao cargo”. Esta é uma das razões que o motivaram a escrever este livro: para os leitores rezarem pela escolha de um candidato que considerem o mais confiável para estes momentos especialmente difíceis na vida da Igreja.

https://infovaticana.com/2020/07/14/quien-sera-el-proximo-papa-2/