André Duda

O jornalista Lucas Volontè, para o jornal italiano La Nuova Bussola Quotidiana, analisa a eleição polonesa: o confronto emocionante entre o atual presidente Andrzej Duda, católico e conservador, reeleito para mais cinco anos (com 51% dos votos), e Rafał Trzaskowski, seu opositor, sustentado pelas forças internacionais progressistas e por todos os partidos de centro e de esquerda da Polônia.

Um desafio semelhante ao de Davi contra Golias: entre 28 de junho e 12 de julho o establishment político-midiático internacional fez o que pode, mas inutilmente, para tentar reverter o resultado do primeiro turno, também favorável a Andrzej Duda.

Por exemplo, o jornal inglês globalista The Guardian publicou matéria exclusiva, noticiando a pressão que o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, teria sofrido de políticos da União Europeia, entre os quais a primeira-ministra dinamarquesa (socialista) Mette Frederiksen, e o deputado líder do Grupo Liberal no Parlamento Europeu, Dacian Ciolos, ligado a George Soros, no sentido de punir a Polônia com menos dinheiro do fundo de ajuda Covid-19, alegando o baixo desempenho deste país no terreno dos direitos humanos [entenda-se: defesa que Andrzej Duda sempre fez da família nos moldes cristãos, pelo qual é acusado de limitar os “direitos civis”].

O tom predominante na campanha, sobretudo no segundo turno, era o mesmo de sempre: de um lado, estavam os bons europeístas do progressismo, defensores dos “valores” europeus (simbolizados pelo casamento gay e o direito de casais homossexuais adotarem crianças); e, de outro, os obscurantistas retrógrados que seguiam Andrzej Duda.

Apesar do esforço da mídia internacional para influenciar o voto dos cidadãos poloneses, venceu uma Polônia consciente de sua identidade nacional, do crescimento econômico dos últimos anos e do papel fundamental da família contra a fragmentação do tecido social, ameaçado por certos “direitos civis”: defendeu que a constituição polonesa seja alterada para impedir que casais gays adotem crianças.

O programa conservador, portanto, deve continuar na Polônia, que é a última trincheira europeia contra o relativismo predominante no mundo. Duda tentará reunificar o país dividido nesta eleição, mas sem renunciar à identidade nacional polonesa, nem vender o país aos interesses globalistas.

É certo que uma parte substancial da Polônia se secularizou, sucumbindo à corrupção do consumismo e do relativismo. Mas outra Polônia, bem mais da metade, está resistindo e não quer trocar a identidade nacional, e os sacrifícios que conduziram o país ao bem-estar atual, pelos trinta dinheiros do novo poder imoral do mundo.

O povo polonês permaneceu fiel a si mesmo: é uma esperança e uma luz para toda a Europa.