anticatolicismo

Monsenhor Thomas Wenski, Arcebispo de Miami, que é o novo presidente do Comitê de Bispos dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa, alertou nesta semana para o “despotismo soft” da intolerância religiosa nos Estados Unidos. Ele denunciou os “novos jacobinos”, que expulsam os católicos da praça pública por suas convicções.

“Não somos cidadãos de segunda classe só por sermos pessoas de fé”, declarou o arcebispo Wenski  à CNA (Agência Católica de Notícias), destacando as leis que proíbem o financiamento público de escolas religiosas — rejeitadas pela Suprema Corte nesta semana — mas também a obrigação das freiras Irmãzinhas dos Pobres de fornecer anticoncepcionais e, por fim, o caso de Jack Denton, 21 anos, que foi expulso de seu cargo na Universidade Estadual da Flórida por defender o que a Igreja ensina.

A hostilidade existente contra o catolicismo “nos trata como se fôssemos menos digno de participar plenamente dos benefícios da vida americana”.

“A Suprema Corte fez o certo em relação às escolas religiosas, mas “muitas pessoas não ficaram satisfeitas com a decisão que os juízes tomaram sobre a questão do aborto”, disse ele sobre a decisão da corte do mês de junho, que anulou as regras de segurança do Estado da Louisiana para as clínicas de aborto.

Outro exemplo recente desse “despotismo soft” na vida americana é o caso de Jack Denton, ex-presidente do diretório acadêmico da Universidade Estadual da Flórida e ex-aluno da escola. Denton expressou preocupação com certas posições políticas dos grupos Black Lives Matter, ACLU e Reclaim the Block em um fórum de discussão do sindicato dos estudantes católicos da universidade. Ele observou que o Black Lives Matter promove uma rede queer e defende a ideologia de gênero, enquanto a ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) “defende leis que protegem as clínicas de aborto”. Essas posições, segundo o arcebispo, são “coisas declaradamente anticatólicas”. Um membro enviou imagens das declarações de Denton aos membros do diretório estudantil, que votaram por sua demissão, acusando-o de “comentários transfóbicos e racistas”.

Depois de observar que a liberdade religiosa também está ameaçada por causa do “despotismo linha-dura” em regiões como o Oriente Médio e a China, onde os cristãos são presos, torturados e mortos por sua fé, o arcebispo notou que os católicos são cada vez mais proscritos, ridicularizados ou até privados de uma profissão por causa de suas crenças religiosas. Lembrou ainda o caso de liberdade religiosa que a Suprema Corte ainda não decidiu: o das freiras Irmãzinhas dos Pobres que se insurgiram contra o mandato sobre anticoncepcionais do HHS (Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos).

Monsenhor Wenski referiu-se a algumas igrejas cristãs que, nos EUA, estão travando duras batalhas legais contra os governos estaduais por restrições a reuniões públicas durante a pandemia de coronavírus. O governos estão atingindo injustamente os grupos religiosos, quando permitem protestos em massa ou outros tipos de reunião, ao mesmo tempo que impõem restrições rigorosas às Missas públicas.

https://www.catholicnewsagency.com/news/soft-despotism-of-anti-catholicism-on-the-rise-catholic-bishops-religious-liberty-chair-warns-90987