Christ-Blessing-the-Children

Jesus é retratado, no Evangelho de hoje [Mateus 11: 25-30] como um novo e superior Moisés.

Moisés, o mais manso dos homens do mundo (ver Números 12: 3), era amigo de Deus (ver Êxodo 34:12, 17). Somente ele conheceu Deus “face a face” (ver Deuteronômio 34:10). Moisés deu a Israel o jugo da Lei, pela qual Deus primeiramente se revelou a Si mesmo e o modo como devemos viver (ver Jeremias 2:20; 5: 5).

Jesus também é manso e humilde. Mas Ele é mais do que um simples amigo de Deus. Ele é o Filho, e somente Ele conhece o Pai. Ele também é mais do que um legislador, apresentando-se a Si mesmo, na liturgia de hoje, como o jugo de uma nova Lei e a Sabedoria revelada de Deus.

Como Sabedoria, Jesus estava presente antes da Criação como o primogênito de Deus, o Pai e Senhor do céu e da terra (ver Provérbios 8:22; Sabedoria 9: 9). E Ele nos dá a conhecer as coisas sagradas do reino de Deus (ver Sabedoria 10:10).

Pela amável vontade do Pai, Jesus revela essas coisas apenas aos “pequeninos” aqueles que se humilham diante Dele como crianças (ver Eclesiástico 2:17). Somente eles podem reconhecer e receber Jesus como o justo salvador e manso rei prometido à sua filha Sião, Israel, na Primeira Leitura de hoje [Zacarias 9:9-10].

Nós também somos chamados a crer como crianças na bondade do Pai, como filhos e filhas do novo reino, que é a Igreja.

Devemos viver pelo Espírito que recebemos no Batismo (ver Gálatas 5:16), matando nossos velhos modos de pensar e agir, como Paulo exorta na Epístola de hoje [Romanos 8:9, 11-13]. Nosso “jugo” será a Sua nova lei do amor (ver João 13:34), pela qual entramos no “repouso” de Seu reino.

Como cantamos no Salmo de hoje [Salmo 144], aguardamos com alegria o dia em que louvaremos para sempre o Seu nome, no reino que não terá fim. Este é o repouso sabático prometido por Jesus — antecipado por Moisés (ver Êxodo 20: 8–11), e ainda aguardado pelo povo de Deus (ver Hebreus 4: 9).

https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/a-yoke-for-the-childlike-scott-hahn-reflects-on-the-fourteenth-sunday-in-ordinary-time/