rafael

Jesus não vai nos deixar sozinhos. Não nos fará filhos de Deus, no batismo, para depois nos deixar “órfãos”. Garante-o no Evangelho de hoje (cf. Rm 8,14-17).

Ele pede ao Pai que nos dê seu Espírito para que possa habitar em nós e nos mantenha unidos na vida que Ele compartilha com o Pai.

Na primeira leitura de hoje, vemos que se realiza o dom prometido de seu Espírito.

A cena que os Atos dos Apóstolos descrevem, representa o rito primitivo da Confirmação. Filipe, um dos primeiros diáconos (cf. At 6,5), proclama o evangelho na cidade de Samaria (não-judaica). Os samaritanos aceitam a Palavra de Deus (cf. Atos 17,11; 1Ts 2,13) e são batizados.

Cabe aos apóstolos enviar seus representantes, Pedro e João, para orar e impor as mãos sobre os recém-batizados, para que eles recebam o Espírito Santo. Essa é a origem do sacramento da Confirmação (Atos 19: 5-6), pelo qual a graça do Batismo é completada e os crentes são selados com o Espírito prometido pelo Senhor.

Permaneceremos nessa graça enquanto amarmos a Cristo e guardarmos seus mandamentos. E, fortalecidos pelo Espírito – que, segundo Jesus, seria nosso Paráclito (Defensor) – somos chamados a testemunhar nossa salvação e as grandes maravilhas que Deus fez por nós em nome de seu Filho.

No Salmo de hoje, celebramos nossa libertação. Como ouvimos na Epístola, assim como Javé transformou o mar em terra seca para libertar os israelitas cativos, Cristo sofreu para nos conduzir a Deus.

Essa é a razão da nossa esperança. Esperança que nos sustenta frente a um mundo que não pode aceitar a verdade de Deus; esperança que nos mantém firmes quando somos amaldiçoados ou difamados por seu nome.

Pedro nos diz hoje que, embora Cristo tenha sido morto na carne, no Espírito foi trazido de volta à vida. E, como Ele mesmo promete: “Porque eu vivo, vós também vivereis”.