moça na igreja

[A Santa Missa é necessária para a nossa vida eterna e salvação, não podendo ser substituída por outras coisas, como as Sagradas Escrituras, orações etc. É o que assegura o teólogo Nicola Bux, apoiado em Jesus, que disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos.”.]

Sobre o debate que está dividindo sacerdotes e leigos, hoje em dia, a ponto de se dizer que os sacramentos, e a Santa Missa em particular, não são necessários para nossa vida eterna e salvação, mas podem ser substituídos por outra coisa (Sagradas Escrituras, orações etc.), convém, antes de tudo, lembrar-se das palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.” (João 6, 53-56).

Comentando estas palavras, Santo Irineu observou, com realismo, que somos feitos de carne e osso: se a carne não é salva, nem o Senhor nos redimiu com seu Sangue, nem o cálice da Eucaristia é comunhão com seu Sangue, nem o pão que partimos é comunhão com seu Corpo. De fato, o sangue não vem senão das veias, da carne e de toda a substância do homem no qual verdadeiramente se encarnou o Verbo de Deus.

Nós somos seus membros; somos nutridos de coisas criadas, que ele mesmo coloca à nossa disposição, fazendo nascer o seu sol e cair a chuva segundo a Sua vontade. Sobre este cálice, que provém da criação, Ele declarou que contém o seu sangue, com o qual alimenta o nosso sangue. Da mesma forma, sobre este pão, que provém da criação, Ele assegurou que é o seu corpo, com o qual alimenta os nossos corpos. É a partir desta Eucaristia que se nutre e ganha consistência a substância de nossa carne.

Somos membros do seu corpo, da sua carne e dos seus ossos (v. Efésios 5, 30). O Apóstolo não diz essas coisas acerca de um homem espiritual e invisível, mas de um homem verdadeiro, que consiste em carne, nervos e ossos, e que é alimentado pelo cálice que é o sangue de Cristo, e sustentado pelo pão, que é o corpo de Cristo. É assim que nossos corpos, nutridos pela Eucaristia, depositados na terra e transformados em pó, ressurgirão no seu devido tempo, porque o Verbo lhes concede a ressurreição, para a glória de Deus Pai. Ele circunda de imortalidade nosso corpo mortal e, gratuitamente, reveste de incorrupção a nossa carne corruptível. É dessa maneira que, plenamente, a força de Deus se manifesta na fraqueza dos homens.

Isto escreveu Santo Irineu, no século III, contra as heresias da época. Contudo, mesmo hoje parece esquecida, principalmente pelos sacerdotes, a verdade da Encarnação: o Verbo se fez carne e habita entre nós. O cristianismo foi reduzido a uma religião espiritual: mais uma entre tantas. Aqueles, porém, que conservaram a fé católica são chamados a renunciar a esse reducionismo, reiterando precisamente a necessidade da Santa Missa. A condição sine qua non — escreveu Dostoiévski para que o mundo seja salvo é “o Verbo se fez carne” e a fé nessas palavras.

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