Good Shepherd and Sheep in window

O túmulo vazio da Páscoa é um apelo à conversão.

Por este túmulo, devemos ter por certo que Deus constituiu Jesus como Senhor e Cristo, conforme diz Pedro na Primeira Leitura de hoje.

Ele é o “Senhor”, o divino Filho que Davi previu à direita de Deus (ver Salmos 3; 110: 1; 132: 10-11; e Atos 2:34). E Ele é o Messias que Deus prometeu para pastorear o rebanho disperso da casa de Israel (ver Ezequiel 34: 11-14, 23; 37:24).

Como ouvimos no Evangelho de hoje, Jesus é o Bom Pastor, enviado a um povo que era como ovelha sem pastor (ver Marcos 6:34; Números 27: 16-17). Ele convida não apenas os filhos de Israel, mas a todos aqueles que estão longe Dele — a quem o Senhor deseja fazer ouvir a Sua voz.

O apelo do Bom Pastor leva às águas tranquilas do Batismo, ao óleo da Confirmação, à mesa com o copo transbordante da Eucaristia, como cantamos no Salmo de hoje.

Mais uma vez neste domingo, no Tempo da Páscoa, ouvimos a Sua voz nos chamando de “seus”. Ela deveria despertar em nós a resposta dos que ouviram a pregação de Pedro. “O que devemos fazer?”, gritaram eles.

Nós fomos batizados. Andamos quais ovelhas desgarradas, como ouvimos na Epístola de hoje. Ainda precisamos, diariamente, nos arrepender, buscar o perdão de nossos pecados, separando-nos cada vez mais dessa geração corrupta.

Somos chamados a seguir os passos do Pastor de nossas almas. Sofreu muito para nos libertar do pecado; assumiu nossos pecados em Seu próprio corpo. Mas Seu sofrimento também é um exemplo para nós: com Ele devemos aprender a ter paciência em nossas aflições, a nos entregar à vontade de Deus.

Jesus seguiu em frente, carregando-nos através do vale escuro do mal e da morte. Sua Cruz se tornou a porta estreita pela qual devemos passar, se quisermos alcançar o seu túmulo vazio: os abundantes pastos verdejantes da vida.

https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/what-are-we-to-do-scott-hahn-reflects-on-the-fourth-sunday-in-easter/