metrô

Na véspera do anúncio oficial de confinamento na França, no dia 15 de março último, houve uma grande fuga de pessoas deixando Paris e sua região metropolitana. Obviamente, eram os podiam fugir. Carros abandonavam os melhores bairros, trens eram tomados de assalto por passageiros. Os ricos corriam para suas casas de férias, os menos ricos ao encontro dos parentes caipiras no interior. O importante era estar longe de Paris: melhor viver a quarentena numa pequena cidade da Provença do que na metrópole superpovoada e caótica.

A partir desse quadro, o jornalista Michel Léon fez uma interessante reflexão sobre a relação da crise sanitária, provocada pelo coronavírus, e o atual modelo urbano das cidades grandes, responsável por abomináveis e superlotadas megalópoles. A presente pandemia seria uma consequência dessa concepção urbanística.

Afinal, foi numa cidade semelhante que tudo começou: a poluída Wuhan, na China comunista, com nove milhões de habitantes só em sua parte central, dona de um gigantesco porto fluvial e pontilhada de lagos que a infestam de mosquitos.

Quando a epidemia se alastrou pelo mundo, foram cidades como Wuhan que serviram de base operatória para o inimigo invisível iniciar seu trabalho silencioso de contaminação.

Enfim, cidade grande não faz bem à saúde, seja do corpo ou da alma.

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