Homeschooling

Como está a família? Infelizmente, fragmentada como nunca pela educação complacente, pelo divórcio e, de agora em diante, pelas uniões ditas “homoafetivas”. Tudo isto compromete afetivamente os filhos, interferindo em sua formação escolar e provocando inevitáveis danos sociais (isto, bem entendido, quando escapam da fúria abortífera). Insegurança e violência são o estado natural de muitos jovens, terreno ideal para o narcotráfico.

Quanto aos velhos, a distância entre eles e as gerações mais novas nunca esteve tão grande. Velhos vivem cada vez mais só com velhos, em “casas de repouso”, desprezados pelos jovens, que nada têm a aprender com sobreviventes de um passado definitivamente passado. A crescente aprovação de leis que facilitam a eutanásia indica que o descarte dos homens inúteis pode ser uma contribuição promissora para o controle demográfico, junto com aborto e casamentos inférteis (tanto hétero como homossexuais).

O futuro espiritual do ser humano parece estar mais para “vale das sombras” que para “campinas verdejantes”. Esvaziado de sua verdadeira essência, sem esperança, progressivamente seduzido pela ideia do suicídio, o homem adoece da alma com muita facilidade, vagando como um fantasma pelas cidades modernas, cheias de recursos tecnológicos, entre os quais, é certo, medicamentos poderosos contra distúrbios comportamentais. Psiquiatras e psicoterapeutas ganham muito dinheiro com a ansiedade e a depressão. A maioria dos ansiosos e depressivos são devolvidos com competência aos seus postos de trabalho, mas não à própria essência: continuam vivendo, neste mundo, como se tudo acabasse com a morte, distante das tradições culturais e da fé.

Os efeitos são de uma guerra como nunca houve antes: uma guerra cultural e espiritual que não destrói ou aprisiona somente os corpos, mas sobretudo as mentes.

Que remédios poderiam curar tantos ferimentos provocados no corpo e na alma das sociedades e dos indivíduos, causados pela obstinada negação das “coisas permanentes” (como dizia T. S. Eliot) que se encontra no núcleo do projeto de uma nova ordem mundial?

Quantas gerações não serão sacrificadas, antes que o mundo volte a compreender que a vida deve ser defendida em todas as suas fases, que o casamento é união permanente entre um homem e uma mulher, e só os pais — não o Estado, não o governo mundial — têm o direito de decidir sobre a educação dos próprios filhos?