Presidente da PoloniaFoi na China que o coronavírus começou a fazer importantes estragos, sobre os quais não saberemos a verdade tão cedo.

Mas como Big Brother, Xi Jinping pôde, sem grandes dificuldades aparentes, impor o grande confinamento, graças à moral confuciana misturada à disciplina bolchevique; e eis que a China vermelha aparece de novo, midiaticamente, como o grande modelo. Como nos melhores tempos do maoísmo de 68, triunfante na Sorbonne e na Normal Sup [Escola Normal Superior de Paris], com todos os seus ingênuos vermelhos, Sartre e a sua Beauvoir, Althusser (e sua Dulcinéia que um dia estrangularia), os Alain Geismar e os Bernard-Henri Lévy.

É preciso, o quanto antes, abrir os debates sobre a proveniência do coronavírus. Não se trata, provavelmente, disto que está sendo propagado pela propaganda do regime de Xi, imputando-o aos «demônios estrangeiros», como aconteceu às vezes no “império do Meio” [expressão com que os franceses costumam designar a China].

Alguns comentaristas dizem que nada mais será como antes após o choque econômico e social global que a pandemia provocará. Certamente, a perturbação não vai ser pequena. Mas dizer “nada mais” é exagero. É de se temer, pelo contrário, que muitas coisas nem sejam colocadas em questão

Sem dúvida nenhuma, o «lobby chinês» vai se empenhar implacavelmente por manter a China vermelha em seu papel de usina do mundo. Já é fácil imaginar os argumentos que todos os Jean-Pierre Raffarin propagarão por aí (verdadeira complementariedade, estabilidade pacificadora da China, etc…)

A respeito de Taïwan. Mas houve, certamente, uma verdadeira vitória chinesa sobre a epidemia pan-coroniana: a da China livre; a da República da China isolada desde 1949 na Ilha de Taïwan, após a conquista maoísta do país com o formidável apoio da URSS de Stalin.

É esta China que venceu o perigo coronariano com método e terapêutica eficazes, não muito diferente do que prega o professor Didier Raoult. A mesma coisa ocorreu, aliás, na Coréia do Sul. Não é gratuito constatar também que foram dois países anticomunistas, duas trincheiras da liberdade que, muito melhor que o regime totalitário de Xi, triunfaram sobre a epidemia.

O fato é que esse coronvírus apareceu na China de Xi. Mais exatamente na província de Wuhan, onde o regime desenvolveu um importante centro de pesquisa bacteriológica de interesse civil e militar. Nada nos obriga a ver nisso um fator de causa e efeito, no surgimento do coronavírus. Mas, para ficarmos convencidos, seria desejável que uma investigação livre e multinacional pudesse ser conduzida. Sem falácia.

Enquanto isso, a União Européia e a mídia ficam preocupadas com o «perigo para a democracia» (sic!) que representa a Hungria soberanista e livre de Victor Urban. Pior que isso, só as discussões sobre o sexo dos anjos na Bizâncio sitiado pelos Otomanos! Pobre União européia!

Mas com que alegria, nessa nossa Europa, poder ver o chefe do Estado polonês, Andrzej Duda, rogar em Czestochowa diante do ícone da Rainha da Polônia, a Virgem de Czestochowa.

Não é de se espantar, também, que a Hungria e a Polônia tenham sido duas nações heroicas na resistência ao comunismo.

Taïwan, Coréia do Sul, Hungria, Polônia. O coronavírus não é da mesma natureza e, por ora, é infinitamente menos letal que os vírus do marxismo-leninismo. Mas eles são, sem dúvida, de uma semelhante perversidade planetária…

Quanto à França, ela pode, se quiser, salvar 500 vidas por dia! Basta que os parlamentares votem a interdição ao assassinato de bebês no ventre materno.

http://www.bernard-antony.com/2020/03/vive-taiwan-vive-la-hongrie-vive-la.html