Transfiguração

O Evangelho de hoje retrata Jesus como um novo e mais poderoso Moisés.

Moisés também levou três companheiros para uma montanha e, no sétimo dia, foi coberto pela nuvem luminosa da presença de Deus. Ele também falou com Deus; e, naquele encontro, seu rosto e sua roupa ficaram radiantes (Êxodo 24; 34).

Mas, na liturgia quaresmal de hoje, a Igreja quer que olhemos para antes de Moisés. De fato, somos convidados a contemplar o que a Epístola de hoje chama de desígnio de Deus “desde toda a eternidade.”

Com Suas promessas a Abrão, na Primeira Leitura, Deus educou o povo através do qual Ele se revelaria e abençoaria toda a humanidade.

Mais tarde, Ele transformou essas promessas em alianças eternas e mudou o nome de Abrão para Abraão, prometendo que este seria pai de uma multidão de nações (Gênesis 17, 5). Lembrando-se de Sua aliança com Abraão, Ele elegeu Moisés (Êxodo 2, 24; 3, 8) e, mais tarde, prometeria um reino eterno aos filhos de Davi (Jeremias 33, 26).

Hoje, na transfiguração de Jesus, Ele é revelado como Aquele por quem Deus cumpre Seu plano divino, prometido desde os tempos mais antigos.

Mais que um novo Moisés, Jesus é o “filho amado” prometido a Abraão e também a Davi (Gênesis 22, 15-18; Salmo 2, 7; Mateus 1, 1).

Moisés predisse que viria um profeta como ele, a quem Israel ouviria (Deuteronômio 18, 15-18) e Isaías anteviu um servo ungido, em quem Deus poria todo seu agrado (Isaías 42, 1). Jesus é este profeta e este servo, como hoje nos diz a Voz na montanha.

Pela fé, nos transformamos nos filhos prometidos pela aliança com Abraão (Gálatas 3, 7-9; Atos 3, 25). Ele também nos chama para uma vida santa, para seguir Seu Filho à prometida terra celestial. Como cantamos no Salmo de hoje, sabemos que nós, que Nele esperamos e confiamos, seremos libertos da morte.

Assim como nosso pai na fé, seguiremos em frente, fazendo o que o Senhor nos ordenou: “Escutai-o!”

https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/listen-to-him-scott-hahn-reflects-on-the-second-sunday-of-lent/