roy schoeman

Profissionalmente falando, Roy Schoeman era um professor universitário americano, que ensinava economia na Universidade de Harvard. Nascido e criado num subúrbio de Nova York, estudou matemáticas e ciências da computação no prestigiadíssimo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), trabalhou como designer de sistemas de computação e fez sua pós-graduação na não menos prestigiada Harvard Business School (Faculdade de Administração de Empresas de Harvard), na área de economia e administração de empresas. Seu horizonte profissional era o mais brilhante e promissor possível.

As pessoas, porém, não se reduzem à profissão que exercem: têm almas. Por ser de família judia com rigorosa observância religiosa, Roy Schoeman teve na infância e na juventude boa formação no judaísmo tradicional, sob a direção de rabinos importantes, mas o MIT e Harvard afastaram-no da prática religiosa e ele se tornou um ateu a mais, como é regra acontecer (salvo milagrosas exceções) com cientistas e intelectuais contemporâneos expostos ao ambiente acadêmico.

Distante de Deus e dos mandamentos mosaicos aprendidos na infância, no final da graduação o jovem Roy tinha perdido a “alegria da oração”, mergulhando “quase completamente nos caminhos da mundo”, como ele próprio revela em seu livro “A salvação vem dos judeus”, publicado em 2003, e que trazia por subtítulo “O papel do judaísmo na história da salvação desde Abraão até a Segunda Vinda”.

Aos trinta anos, já era alguém com admirável êxito acadêmico, a caminho de obter o cargo de professor permanente numa das maiores universidades do mundo. A perdida “alegria da oração” seria, certamente, substituída por outras alegrias e prazeres: publicações nos periódicos mais respeitáveis, fama, dinheiro, prestígio.

Deu-se, no entanto, algo imprevisto. O sucesso material despertou nele um sentimento de vazio interior, de perda de sentido existencial. O luminoso horizonte profissional, à frente, estava agora repentinamente coberto de nuvens. Tinha tudo e, ao mesmo tempo, nada. Como diria o poeta Drummond, tinha a chave na mão, mas já não havia porta.

Sua principal fonte de consolo, nesse período, eram as longas caminhadas solitárias por um bosque, perto da universidade. E foi numa caminhada parecida, mas numa praia de Cabo Cod, onde passava o fim de semana, que Roy recebeu uma graça especial.

Ele mesmo contou no livro mencionado. Caminhava pela praia, antes do pleno amanhecer, quando de repente “caiu no céu”. Desculpava-se, mas não tinha outro modo de expressar o fato. Respeitadas as devidas proporções, teria sido uma experiência mística semelhante à de São Paulo, em Damasco. Percebeu-se na presença de Deus (não lhe parecia ser o Deus do Velho Testamento, que povoou sua infância e juventude judaica), ao mesmo tempo em que fazia uma espécie de balanço existencial, em que fatos de sua vida, bons ou ruins, desfilassem em sua alma como numa tela subjetiva de cinema.  Teve, ao fim de tudo, uma certeza: em cada momento de sua existência, mesmo sem o saber, estivera “submerso no insondável mar do amor de Deus”; e sua vida só teria sentido e propósito, a partir de então, se vivida em sintonia com Ele.

Roy suplicou à “presença divina” que revelasse o seu nome, para que pudesse servi-la nalguma religião, fosse a de Buda, de Krishna ou de Apolo. Lembrava-se de ter feito uma única restrição: desejou que não fosse o Cristo dos cristãos, que ele, como judeu, jamais poderia servir. Seu pedido não foi atendido e a experiência mística terminava por ali.

De volta a casa, sua vida mudou. Nada fazia, nas horas vagas da universidade, que não fosse continuar aquela “busca de Deus” interrompida na praia de Cabo Cod. Durante um ano, envolveu-se com as ideias excêntricas da Nova Era, muito comuns no meio acadêmico. Contudo, no exato dia em que se completava um ano da experiência na praia, teve um estranho sonho com uma jovem de uma pureza e uma beleza e uma voz indescritíveis, que lhe respondia às perguntas que ousava fazer. Embora nada soubesse acerca do cristianismo, não teve dúvidas que a jovem era a Mãe de Jesus; e a presença divina e amorosa, um anos antes, era a de Seu Filho. Daquele dia em diante, começava o lento percurso de conversão cristã do professor judeu de Harvard, que pode ser visto neste vídeo:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=149&v=oWNX2DPDtgE&feature=emb_title