a chamada dos apóstolos Ghirlandaio

A Liturgia deste Domingo nos instrui sobre a geografia e a história do antigo Israel.

A profecia de Isaías, na Primeira Leitura, é citada por Mateus no Evangelho de hoje. Ambos recordam a aparente queda do reino eterno que tinha sido prometido a Davi (2 Samuel 7, 12-13; Salmo 89; 132, 11-12).

Oito séculos antes de Cristo, a parte do reino, em que viviam as tribos de Zebulom e Naftali, foi invadida pelos assírios e as tribos arrastadas para o cativeiro (2 Reis 15, 29; 1 Crônicas 5, 26). Era o começo do fim do reino, que finalmente desmoronou no século VI AC, quando Jerusalém foi tomada pela Babilônia e as tribos restantes conduzidas ao exílio (2 Reis 24, 14).

Isaías profetizou que Zebulom e Naftali, as primeiras terras a serem humilhadas, seriam as primeiras a ver a luz da salvação de Deus. Jesus, no Evangelho de hoje, faz cumprir essa profecia, anunciando a restauração do reino de Davi exatamente no lugar em que começou a sua decadência.

Seu Evangelho do Reino inclui não apenas as doze tribos de Israel, mas todas as nações, simbolizadas pela “Galiléia das Nações”. Chamando Seus primeiros discípulos, dois pescadores do mar da Galiléia, Ele os nomeou “pescadores de homens”, para que fossem juntar pessoas até os confins da terra.

Eles pregavam o Evangelho, diz Paulo na Epístola de hoje, para unir todos os povos na mesma mentalidade e no mesmo propósito, visando o reino universal de Deus.

Pela sua pregação, a promessa de Isaías foi cumprida. O mundo, imerso em trevas, viu a luz. O jugo da escravidão e do pecado, que a humanidade carregou desde o início dos tempos, foi destruído.

E agora já podemos, como cantamos no Salmo de hoje, habitar na casa do Senhor, para adorá-Lo na terra dos viventes.

https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/history-redeemed-scott-hahn-reflects-on-the-third-sunday-in-ordinary-time/