baptism-of-christ Perugino

Jesus se apresenta para o batismo, no Evangelho de hoje, não por ser um pecador, mas para cumprir a palavra de Deus proclamada por Seus profetas. Ele deve ser batizado para revelar que Ele é o Cristo (“o ungido”), o Servo dotado pelo Espírito, prometido por Isaías na Primeira Leitura de hoje.

Seu batismo marca o começo de um novo mundo, uma nova criação. Como Isaías profetizou, o Espírito desce sobre Jesus qual uma pomba — como o Espírito pairou sobre a face dos abismos, no início de tudo (Gênesis 1, 2).

Como no início, também no Jordão a voz majestosa do Senhor troveja sobre as águas. O Pai abre os céus e declara que Jesus é o Seu “filho amado”.

Deus havia preparado longamente os israelitas para a Sua vinda, como diz Pedro na Segunda Leitura de hoje. Jesus foi antecipado no “filho amado” concedido a Abraão (Gênesis 22, 2, 12, 26) e quando o Pai chamou Israel de Seu “filho primogênito” (Êxodo 4, 22-23). Jesus é o filho divino gerado por Deus, o herdeiro eterno prometido ao rei Davi (Salmo 2, 7; 2 Samuel 7,14).

Ele é “o centro de aliança do povo [Israel]” e “luz para as nações”, diz Isaías. Pela nova aliança feita em Seu sangue (1 Coríntios 11, 25), Deus reune as ovelhas perdidas de Israel junto com quem o teme, em todas as demais nações.

Cristo tornou-se a fonte pela qual Deus derrama Seu Espírito, igualmente, sobre israelitas e gentios (Atos 10,45). No batismo, todos são ungidos com o mesmo Espírito, transformados em filhos e filhas amados de Deus. De fato, somos cristãos, que literalmente significa “ungidos”.

Somos os “filhos de Deus” no Salmo de hoje, chamados para dar glória ao Seu nome em Seu templo. Rezemos para permanecer fiéis à vocação de filhos adotivos do Senhor, e para que nosso Pai nos chame da mesma maneira como chama o Seu Filho: “…meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”.

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