conversão ecologica

O que vejo por trás disso — “conversão ecológica” — é um estímulo à adoração da Mãe Terra. Na verdade, nossa mãe não é a terra, mas a Santíssima Virgem Maria, no sentido de que ela deu à luz nosso Salvador. Não temos outra mãe comum — e ela certamente não será um ídolo pagão como a Pachamama, cuja promoção revela muito bem o que está por trás de todo esse assunto.

A adoração da Mãe Terra seria um objetivo, mas não o único. Da mesma forma, a “conversão ecológica” está sendo usada como argumento para implantar-se um governo mundial. É uma ideia maçônica; ideia de um povo completamente secularizado, que não mais reconhece que o governo do mundo está nas mãos de Deus, que o confia individualmente a governantes, nações e grupos de pessoas, de acordo com sua própria natureza.

A ideia de um governo mundial é, basicamente, o mesmo fenômeno que fascinou os construtores da Torre de Babel, que presumiram possuir o poder de Deus para aproximar o céu e a terra, o que é um equívoco. O que realmente precisamos é de uma conversão religiosa; em outras palavras, uma sólida doutrina e uma sólida prática da fé em Deus, sempre obedientes à ordem com que Ele nos criou.

Termos como “conversão ecológica” estão sendo usados para promover uma certa agenda que nada tem a ver com a fé católica.

A Igreja sempre pregou o respeito pela natureza. Essa é a razão pela qual se ensina que o homem é o protetor da criação de Deus, devendo prestar contas por aquela criação que lhe foi confiada. Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, isto é, com inteligência e livre arbítrio, precisamente para a missão de custodiar a terra. É o que devia ser ensinado às pessoas, e não a assim chamada “conversão ideológica”.

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