Insulted Jewish Boy

O rompimento dos laços familiares tornou-se uma situação comum em todo o Ocidente. Apenas na Itália, em 2018, havia mais de 681 mil homens divorciados e pouco mais de 990 mil mulheres. Um terço da população infantil, na maioria dos países ocidentais, agora experimenta a dissolução familiar, seja por divórcios ou separações simples, como evidencia um estudo europeu dos últimos anos (v. aqui). Todos os estudos e pesquisas realizados mostram que crianças de famílias separadas têm níveis mais baixos de bem-estar e integração social do que crianças com famílias intactas e estáveis, mas apenas alguns estudos examinaram o impacto no bem-estar social em ambiente escolar.

Recentemente (v. aqui), uma equipe de pesquisadores dinamarqueses e estudiosos internacionais avaliou a associação entre dissolução familiar e bem-estar social das crianças em idade escolar, incluindo a possível influência sobre a idade da criança no momento da dissolução da família. O estudo, recentemente publicado, investigou o histórico de desempenho escolar de 219.226 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos, combinando dados do registro demográfico da estrutura familiar com os dados do questionário sobre bem-estar social (baseado no questionário nacional de bem-estar nacional dinamarquês de 2015). Um total de 5% das crianças tinham baixo bem-estar social na escola. Dessas, as crianças que viviam em famílias de pais separados ou divorciados eram 31%, mais do que aqueles que viviam em famílias estáveis. Crianças de famílias dissolvidas tiveram maiores oportunidades de baixo bem-estar social na escola do que crianças de famílias intactas; e as crianças que mais sofriam eram aquelas que experimentaram a dissolução familiar em idade pré-escolar.

O dado novo (v. aqui) que emerge da vasta pesquisa é que “quanto mais nova era a criança quando a família se dissolveu, maiores eram as chances de crescer e integrar-se com baixo bem-estar social na escola, em comparação com os filhos de famílias intactas. Além disso, o estudo confirma que crianças de 2 a 5 anos, no momento da dissolução familiar, tinham probabilidades  maiores de baixo bem-estar social do que crianças mais velhas, com exceção dos filhos situados na faixa entre 11 anos e 16 anos que experimentaram mais de duas mudanças na estrutura familiar (divórcios, separações, nova formação ou adoção).

A maré de pesquisas e estudos consolidados, desenvolvidos por grupos de pesquisadores e acadêmicos de todo o mundo, acerca dos efeitos devastadores do divórcio no bem-estar e na integração/desempenho escolar das crianças, devia levar os governos a reconsiderar, não a irrevogabilidade das promessas de casamento, que para os cristãos católicos são promessas vinculadas por Deus, mas legislação permissiva sobre o divórcio — e isso por razões exclusivamente seculares e civis.

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