Pai e fiho

Quais são os motivos que levam a ONU a diminuir a figura do pai? Através da liberalização dos costumes, iniciada na década de 1960, o Sistema, constituído principalmente pela tríade Maçonaria-Liberalismo-Esquerda, promoveu e depois legalizou um conceito da dupla Marx-Engels. Em seu ensaio A origem da família, da propriedade privada e do estado de 1846, lemos: “A primeira oposição de classe que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo masculino-feminino no casamento monogâmico, e a primeira opressão de classe é a praticada pelos homens sobre as mulheres. (…) a primeira condição para a libertação da mulher é levar todo o sexo feminino para a indústria pública, e isso exige a abolição da família monogâmica como unidade econômica da sociedade”.

Como sabemos, as leis ocidentais não protegem a família (célula fundadora da sociedade). A legalização do aborto e, como descrevi em artigo anterior, os terríveis fatos de feminicídio e suicídio de pais divorciados, derivam da política antifamiliar.

Para entender melhor o objetivo do Sistema, é necessário saber o que a sociologia pensa sobre a figura paterna, e o que as culturas das grandes civilizações de todos os tempos colocaram em prática a esse respeito. Transcrevo uma passagem do artigo publicado por Alberto Tessa em abril de 2018: “Silvia Cescato  forneceu muitos elementos úteis para um quadro mais preciso da importância e significado do papel paterno no crescimento e na educação das crianças. (…) A especificidade da figura masculina em suas modalidades de cuidado, comunicação e interação, sustenta e orienta a separação da criança e da mãe, ajudando a ampliar o relacionamento mãe-filho e garantindo que a separação não seja vivenciada como desapego/privação, mas antes como um momento natural de passagem, de transição para novas interações (pai-filho, mãe-pai-filho, e outras figuras extra-familiares). Os estudos realizados sugerem que o pai é extremamente importante desde os primeiros anos de vida. Um número substancial de estudos nos últimos anos destacou a importância que o relacionamento com o pai tem para o desenvolvimento infantil, cuja influência, especialmente na primeira infância, foi subestimada (Journal of Theories and Research in Education 12, 2 (2017), Departamento de Ciências Humanas e Educação da Universidade dos Estudos de Milão – Bicocca)”.

Permitam-me comparar a figura do pai à do treinador. Se um time de futebol, sem o treinador, está destinado a perder, a criança sem a orientação de um bom pai acaba também derrotada pela vida. É claro que existem exceções, e pais indignos também existem, mas não constituem a regra.

Ao eliminar a experiência paterna, as crianças entram no campo da vida sem defesa. Como o ser humano é altamente condicionável, pelo menos até a adolescência, uma vez diminuída a orientação e influência dos pais, o Sistema terá em suas mãos uma pessoa maleável para seu próprio uso e consumo. Através da mídia e da escola, é imposta uma lavagem cerebral que a deixa à mercê das emoções e, acima de tudo, do mercado. Nunca antes o pai se sentiu tão impotente diante do tsunami da moda, com seus celulares, tablets, videogame, pornografia etc.

Os progressistas (conceito enganoso…) prometem criar um mundo mais justo e trazer bem-estar para todos. Na realidade, eles pretendem subverter a natureza humana, a cultura de dois mil anos que moldou a família e os povos ocidentais. Detestam a realidade, pois ela se funda no cristianismo. Comunismo e nazismo docet. Não é por acaso que o sagrado é cada vez mais ridicularizado e perseguido em todos os lugares, mesmo por aqueles que deveriam defendê-lo

Entre outras coisas, é um contrassenso definir os partidos políticos, que apoiam as leis anti-vida e anti-envelhecimento, como representantes do povo. Eles representam o Sistema, querem impor um novo paradigma social gerenciado por burocratas que cancelam a História, a identidade e a alegria de viver, porque negócios são negócios. Por não acreditarem em Deus, eles pensam que são deuses. Confirmam isso diariamente o inverno demográfico, a violência dentro e fora da família, as drogas, o álcool, o baixo número de casamentos abençoados pela Igreja, o crescimento exponencial dos divórcios e a imigração forçada dos povos islâmicos que rejeitam a cultura anfitriã.

https://www.marcotosatti.com/2019/12/29/nobile-perche-il-sistema-vuole-la-morte-del-padre/