cristiani perseguitati

[A ACN — Aid to the Church in Need em inglês, Ajuda à Igreja que Sofre em português —, Fundação Pontifícia sediada no Vaticano, destinada a assistir a Igreja onde ela é mais carente ou perseguida, acaba de publicar um relatório sobre perseguições a cristãos em todo o mundo, referentes ao triênio 2017/2019. O saldo a seguir é espantoso.]

O cristianismo é a religião mais perseguida do mundo: é o que indica o relatório “Perseguidos e esquecidos?”, publicado pela ACN em 26 de novembro. Com base em centenas de testemunhos coletados nos próprios lugares, o relatório descreve a situação das comunidades cristãs mais oprimidas do mundo por causa de sua fé nos últimos dois anos (julho de 2017 a julho de 2019). O cardeal Joseph Coutts, arcebispo de Karachi, Paquistão, escreve na introdução do relatório: “É um fato bem conhecido que a religião mais perseguida no mundo hoje é o cristianismo, embora muitas pessoas não estejam cientes disso”.

Ameaça tripla na Ásia. É no sul e no leste da Ásia que a situação dos cristãos se deteriorou mais nos últimos dois anos. Agora eles devem enfrentar uma tríade de ameaças: o terrorismo islâmico (o último ataque no Sri Lanka matou 258 pessoas em abril de 2019), um ultra-nacionalismo muito presente na Índia e na China (na Índia, mais de 1000 ataques contra cristãos entre 2017 e o final de março de 2019) e regimes autoritários como a Coréia do Norte.

Jihadismo na África. Em toda a África, a violência terrorista está a pleno vapor, com uma série de ataques contra cristãos em Burkina Faso, Nigéria, República Centro-Africana, com dezenas de padres assassinados. O desejo de islamizar os cristãos é óbvio em certas regiões da Nigéria ou Madagascar. Os cristãos são também incomodados no Sudão ou na Eritreia; em junho de 2019, o governo fechou os últimos 21 hospitais católicos que tratavam de 170.000 pessoas por ano.

Oriente Médio: um êxodo contínuo. No Oriente Médio, os cristãos desfrutam de uma trégua, após anos de extrema violência que causaram um êxodo sem precedentes. Muitos ainda não voltaram para suas terras, temendo-se por sua lenta desaparição. No Iraque, eles eram 1,5 milhão antes de 2003 e, no verão de 2019, menos de 150.000. Na Síria, em meados de 2017, os cristãos eram estimados em 500.000, em comparação com 1,5 milhão antes do início do conflito em 2011. Somente os cristãos do Egito, cerca de 10 milhões, provaram ser mais capazes de resistir à violência jihadista.

Diante de tal constatação, “mais do que nunca a ACN continua determinada a denunciar violações dos direitos humanos para que os cristãos possam viver livremente sua fé, onde quer que habitem”, diz Benoît de Blanpré, diretor da instituição, para quem “a liberdade religiosa continua sendo um direito fundamental. “

https://www.lesalonbeige.fr/les-chretiens-sont-les-plus-persecutes-au-monde-2/

Link para o relatório em francês da ACN do biênio 2017/2019:

https://www.aed-france.org/wp-content/uploads/2019/11/Rapport-Persecutes-et-oublies-version-finale-BD.pdf