A destruição do Templo

Estamos no tempo entre a primeira e a última vinda de nosso Senhor. Vivemos no mundo novo iniciado por Sua vida, morte, Ressurreição e Ascensão, e pelo envio de Seu Espírito sobre a Igreja. Mas ainda aguardamos o dia em que Ele voltará em Sua glória.

“Eis que virá o dia”, alerta Malaquias na Primeira Leitura de hoje. Os profetas ensinaram Israel a esperar pelo Dia do Senhor, quando Ele reunirá as nações para o julgamento (Sofonias 3, 8; Isaías 3, 9; 2 Pedro 3, 7).

Jesus antecipa este dia no evangelho de hoje. Adverte para não sermos enganados por aqueles que afirmam que “a hora já chegou”. Esse engano também é o pano de fundo da Epístola de hoje (2 Tessalonicenses 2, 1–3).

Os sinais que Jesus dá aos apóstolos parecem já ter acontecido no Novo Testamento. Nos Atos dos Apóstolos, nas Epístolas e no Apocalipse, lemos sobre fomes e terremotos, sobre a desolação do Templo. Lemos sobre as perseguições dos fiéis, que são presos e mortos, testemunhando  com sabedoria a sua fé, através do Espírito.

Esses “sinais” dão-nos o padrão de vida na Igreja, tanto no Novo Testamento quanto hoje.

Nós também vivemos em um mundo de nações e reinos em guerra. E devemos tomar os apóstolos como nossos “modelos”, como aconselha a Epístola de hoje. Como eles, devemos perseverar na fé, diante de parentes e amigos incrédulos, e diante de forças e autoridades hostis a Deus.

Como no Salmo de hoje, devemos cantar Seus louvores, proclamar alegremente Sua vinda como Senhor e Rei. O Dia do Senhor é sempre um dia que já chegou e um dia ainda por vir. É o “hoje” da nossa liturgia.

Os apóstolos rezaram “marana tha”: “Vinde, Senhor!” (Coríntios 16, 22; Apocalipse 22, 20). Na Eucaristia, Ele responde, voltando novamente como o Senhor dos exércitos e o Sol da Justiça, com seus raios curativos. É um sinal poderoso; e uma promessa daquele dia que virá.

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