Saqueio chileno

Alguns dias atrás, a fúria ideológica no Chile, que anima muitos manifestantes violentos, deu vazão a um dos episódios mais odiosos que ocorreram desde o início da mobilização contra o governo. No centro de Santiago, um grupo de jovens encapuzados devastou a igreja de La Asunción e usou o confessionário, o órgão, as estátuas de Jesus e Nossa Senhora, e outras imagens sagradas, para acender fogueira e erguer barricadas. Os criminosos sujaram as paredes da igreja com escritos ofensivos (“estupradores”) e destruíram o crucifixo, quebrando um braço do Cristo antes de jogá-lo às chamas.

Essa explosão de ódio anticristão, que acompanhou as ações dos manifestantes mais violentos, não foi lamentada pelos bispos chilenos, que diante dos protestos enfatizaram repetidamente a necessidade de superar as injustiças sociais. Monsenhor Santiago Silva Retamales, presidente da Conferência Episcopal do Chile, não deixou de solidarizar-se com a causa dos manifestantes, apontando o dedo contra o “mal-estar social”, fonte de “muita frustração e raiva” que, enfim, acabou por gerar violência.

Deve-se dizer, no entanto, que o Chile pode se gabar de possuir dados macroeconômicos de um país que certamente não está em crise: o PIB cresce com uma média de 5% ao ano, a renda per capita é de US$ 24.000 (com paridade de poder de compra) e a dívida pública também é baixa.

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