Ressurreição

Com seu questionamento sobre os sete irmãos e a viúva sem filhos, os saduceus zombaram, no Evangelho de hoje, da fé pela qual os sete irmãos, junto de sua mãe, morreram na Primeira Leitura.

Os mártires dos macabeus escolheram a morte — torturados membro a membro, queimados vivos — ao invés de trair a lei de Deus. A sua história nos é contada, nessas últimas semanas do ano litúrgico, para nos fortalecer na perseverança e nossos pés não vacilarem, mas seguirem firmes nos caminhos do Senhor.

Os Macabeus morreram na esperança de que o Rei do Mundo os ressuscitasse, para de novo viver, e viver para sempre (2 Macabeus 14,46).

Os saduceus não acreditavam na ressurreição, pois não a encontravam mencionada literalmente nas Escrituras. Para ridicularizar essa crença, criaram uma lei que exigia que uma mulher se casasse com o irmão do marido, se ele morresse sem deixar herdeiro (Gênesis 38, 8;  Deuteronômio 25, 5).

Mas a Lei de Deus não foi dada para garantir a criação de descendentes para pais terrenos. A Lei foi dada, como Jesus explica, para nos tornar dignos de ser “filhos de Deus”: filhos e filhas nascidos de Sua Ressurreição.

“Deus nosso Pai”, nos diz a Epístola de hoje, ofereceu-nos uma “consolação eterna” na Ressurreição de Cristo. Através de Sua graça, podemos agora dirigir nossos corações para o amor de Deus.

Assim como os macabeus sofreram pela antiga lei, teremos agora de sofrer por nossa fé na Nova Aliança. E Ele nos guardará na sombra de Suas asas, nos protegerá como a pupila de Seus olhos, como cantamos no Salmo de hoje.

Os perseguidores dos macabeus ficaram maravilhados com a sua coragem. Nós também podemos glorificar o Senhor em nossos sofrimentos e nos sacrifícios diários que fazemos.

Temos uma razão para a esperança que é maior do que a deles. Alguém, que ressuscitou dentre os mortos, deu-nos a Sua palavra: que Ele é o Deus dos vivos; e que, quando acordarmos do sono da morte, contemplaremos o Seu rosto e exultaremos em Sua presença (Salmo 76, 6; Daniel 12, 2).

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