Moisés de braços erguidos

O Senhor é nosso guardião, está ao nosso lado, à nossa direita, intercedendo por nós em todas as nossas batalhas espirituais.

No Salmo de hoje, somos instruídos a erguer os olhos para as montanhas, pois nossa ajuda virá do Monte Sião e do Templo, a morada do Senhor, Daquele fez o céu e a terra.

Josué e os israelitas, na Primeira Leitura de hoje, também são instruídos a olhar para o topo das colina. É lá que devem procurar o seu auxílio, através da intercessão de Moisés, enquanto se defendem dos amalecitas, seus inimigos mortais.

Atentemos para a imagem: Aarão e Hur, um de cada lado de Moisés, seguram seus braços cansados, para que ele possa elevar o bastão de Deus acima da cabeça. Moisés é visto aqui como uma figura de Jesus, que também subiu o topo de uma colina, e, no Monte Calvário, estendeu as mãos entre o céu e a terra para interceder por nós contra o último inimigo: o pecado e a morte (1 Coríntios 15, 26).

Com o bastão de Deus, Moisés venceu os inimigos de Israel (Êxodo 7,  8-12; 8, 1-2), separou o Mar Vermelho (Êxodo 14, 16) e extraiu água da rocha (Êxodo 17, 6) .

A Cruz de Jesus é o novo bastão de Deus, responsável por uma nova libertação: a do pecado. Também fez brotar águas vivas do corpo de Cristo, que é o novo Templo de Deus (João 2, 19-21; 7, 37-39; 19, 34; 1 Coríntios 10, 4).

Como os israelitas e a viúva no Evangelho de hoje, também enfrentamos oposição e injustiça, às vezes de adversários impiedosos, implacáveis.

Nós também devemos erguer os olhos para as montanhas, para o Calvário e para Deus, que nos protegerá de todo mal.

Devemos rezar sempre e não desanimar em nossas provações: é o que Jesus nos ensina hoje. Como Paulo exorta na Epístola, devemos permanecer fiéis, sempre voltados para as Sagradas Escrituras, inspiradas por Deus para nos adestrar na Justiça.

Devemos persistir, para que, quando o Filho do Homem de novo voltar com o Seu poder real, possa realmente encontrará fé sobre a Terra.

https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/hope-from-on-high-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-ninth-sunday-in-ordinary-time/