fra angelico são jorge

A Graça é a coisa mais sublime que existe no universo. Hoje, o homem contemporâneo nem sabe o que é: muito impalpável, muito evanescente, não pode ser medida, não é visível! E esse homem moderno acredita nas leis da física e da ciência, que também não são visíveis, nem podem ser medidas!

Cada geração tem seus mestres e cada sociedade seus pontos de referência.

O homem dos anos 2000 tem como mestre a si mesmo; e, como ponto de referência, o progresso “incessante” da ciência. Já os católicos têm Jesus Cristo como mestre e, como ponto de referência, olham para o sucessor de São Pedro, isto é, para o Papa.

O homem racionalista espera que suas ações sejam sempre mais produtivas, mais e mais objetivas, mais e mais pragmáticas. Em vez disso, o homem espiritual aspira que sua ação se torne cada vez mais “litúrgica”: cada gesto é um símbolo, cada palavra um efeito.

A Graça é a vida de Deus no ser humano: eleva o homem, o espiritualiza, põe nele o desejo de realizar coisas belas e nobres.

A ciência moderna insiste que o homem é apenas um animal — social, sem dúvida —, mas ainda assim um animal: um entre tantos, no grande mundo da natureza. Essa cultura moderna vai se propagando graças aos meios de comunicação de massa e consegue padronizar os indivíduos através desse “pensamento dominante”.

A Graça se alcança pela oração e pela liturgia. A Graça é verdade e liberdade, é beleza e bondade.

A ciência moderna é muitas vezes soberba, arrogante, orgulhosa de seus resultados. A ciência se mostra cínica. E hoje ensina que apenas os melhores estão destinados a prevalecer, à diferença dos mais fracos que, necessariamente, irão sucumbir: eis aí, de fato, a lei da “seleção natural”. Portanto, a guerra seria, em suma, uma boa peneira para a humanidade. Sabe-se (dizem eles) que as guerras são “inevitáveis”!

Mas, em outra frente de luta, a Graça também pode renovar o mundo inteiro; no entanto, como uma floresta que cresce, ela não faz barulho; e como a maré, inunda sem que se perceba.

A Graça permanece para sempre, uma vez que procede de Deus. A Graça é de fato a própria vida de Deus, e esta vida é oferecida a todos (a todos aqueles que desejam usufrui-la), comunicada através dos Sacramentos da Igreja. Da mesma forma, porém, que toda vida tem o seu centro no coração, também a Graça divina tem um Coração: é a Eucaristia.

https://www.marcotosatti.com/2019/10/08/ogni-ginocchio-si-pieghi-un-libro-sulleucarestia-prefazione-di-don-nicola-bux/