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Os ricos e poderosos são mostrados em aflição e exílio na liturgia de hoje. Não por sua riqueza, mas pela recusa em compartilhá-la; não pelo poder que possuem, mas pela indiferença ao sofrimento que bate à sua porta.

Os governantes satisfeitos, na Primeira Leitura de hoje, se deliciam com comidas e vinhos requintados, enquanto a casa de José, o reino de Israel (Amós 5, 6), desmorona ao seu redor.

O homem rico, no Evangelho, também vive como um rei, vestido de púrpura real e linho fino (1 Macabeus 8:14).

O homem rico simboliza o fracasso de Israel em cumprir a Antiga Aliança, em obedecer aos mandamentos de Moisés e dos profetas. Esse é o pecado dos governantes, na Primeira Leitura. Nascidos na nação que Deus favoreceu por primeiro, eles poderiam reivindicar Abraão como seu pai, mas como não conseguiam compartilhar o que tinham, sua herança foi cancelada.

Os governantes são exilados de sua terra natal. O homem rico é punido com um exílio muito maior: eternamente separado de Deus por um “grande abismo”.

Neste mundo, os ricos e poderosos só pensam em tornar célebres os seus nomes (Gênesis 11, 4). Banqueteiam suntuosamente, enquanto os pobres permanecem anônimos, jamais convidados para as suas festas.

Observe-se, porém, que o Senhor conhece Lázaro pelo nome, e sabe dos sofrimentos de José,  enquanto os líderes políticos e o homem rico não possuem nomes.

A liturgia de hoje é um chamado ao arrependimento, a estarmos alertas ao aviso Daquele que ressuscitou dos mortos. Para tomarmos posse da vida eterna que Ele nos promete, devemos buscar a justiça e guardar o mandamento do amor, como Paulo exorta na Epístola deste domingo.

“O Senhor ama os justos”, cantamos no Salmo de hoje.

Nesta Eucaristia, temos uma antecipação do amor que será nosso na próxima vida, quando Ele conduzir os humildes ao banquete celestial, junto de Abraão e dos profetas (Lucas 13, 28), onde enfim também descansaremos nossas cabeças no seio de nosso Senhor (João 13, 23).

https://stpaulcenter.com/audio/sunday-bible-reflections/a-great-chasm-scott-hahn-reflects-on-the-twenty-sixth-sunday-in-ordinary-time/