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Deus quer habitar em cada um de nós pessoalmente, intimamente — como os misteriosos convidados certa vez visitaram a tenda de Abraão; e como Jesus, certa vez, entrou na casa de Maria e Marta.

Por sua hospitalidade na primeira leitura desta semana, Abraão nos mostra como devemos dar as boas-vindas ao Senhor em nossas vidas. O tratamento abnegado que deu a seus divinos convidados

(Hebreus 13, 1) está em contraste com o retrato de Marta traçado no Evangelho desta semana.

Enquanto Abraão está mais preocupado com o bem-estar de seus hóspedes, Marta fala apenas de si mesma: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” A suave repreensão de Jesus nos lembra que corremos o risco de perder o divino no mundano, que podemos cair na armadilha de acreditar que Deus precisa, de alguma maneira, ser servido por mãos humanas (Atos 17, 25).

Nosso Senhor vem a nós para não ser servido, mas para servir (Mateus 20, 28). Ele deu Sua vida para que pudéssemos conhecer a única coisa de que temos necessidade, a “melhor parte”, que é a vida em comunhão com Deus.

Jesus é o verdadeiro Filho prometido pelos visitantes de Abraão (Mateus 1, 1). Nele, Deus fez uma aliança eterna para todos os séculos, tornando-nos descendentes abençoados de Abraão (Gênesis17,19, 21; Romanos 4, 16-17, 19-21).

A Igreja, agora, oferece-nos esta aliança, depois de cumprida a palavra de Deus, a promessa do Seu plano de salvação, que Paulo chama “o mistério escondido por séculos”.

Do mesmo modo que Ele veio, um dia, a Abraão, Maria e Marta, Cristo agora vem até cada um de nós pela Palavra e pelo Sacramento. Como cantamos no Salmo desta semana: Ele fará Sua morada com “aqueles que caminham sem pecado e praticam a justiça fielmente” (v. também João 14, 23).

Se fizermos essas coisas, não ficaremos ansiosos nem perturbados; Nosso Senhor jamais será tirado de nossas vidas. Esperemos no Senhor, que disse a Abraão e continua a dizer a cada um de nós: “Voltarei sem falta”.

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