The-Good-Samaritan

Devemos amar a Deus e ao nosso próximo com toda a força do nosso ser, como o doutor da Lei responde a Jesus no Evangelho desta semana.

Este mandamento não está distante de nós, nem é tão misterioso — já está inscrito em nossos corações e no livro das Sagradas Escrituras. “Esta palavra está bem ao teu alcance, está em tua boca e em teu coração, para que a possas cumprir”, diz Moisés na primeira leitura desta semana.

Jesus diz a seu questionador a mesma coisa: “Faze isso e viverás”.

O doutor da Lei, no entanto, quer saber onde poderia delimitar a fronteira. Esse é o motivo por trás de sua pergunta: “E quem é o meu próximo?”

Em sua compaixão, o samaritano na parábola de Jesus revela a ilimitada misericórdia de Deus, que desceu até nós quando ainda estávamos caídos no pecado, quase mortos, incapazes de nos levantar.

Jesus é “a imagem do Deus invisível”, diz a Epístola desta semana. Nele, o amor de Deus chegou até bem perto de nós. Pelo “sangue da Sua Cruz” —  despido, espancado, entregue à morte, suportando em Seu próprio corpo os sofrimentos de “seus próximos” — salvou-nos das correntes do pecado, reconciliando-nos com Deus e com nossos irmãos.

Como o samaritano, Ele paga por nós o preço que devíamos, cura as feridas do pecado, derrama sobre nós o óleo e o vinho dos sacramentos, confia-nos ao cuidado de Sua Igreja, até que Ele retorne para nós.

O nosso amor deve ser como o Seu, que não conhece limites. Devemos amar como fomos amados, fazer pelos outros o que Ele fez por nós, unindo todas as coisas em Seu Corpo, que é a Igreja.

Devemos amar como o cantor do Salmo desta semana: como aqueles cujas orações foram atendidas, cujas vidas foram salvas, que conheceram o tempo de Sua graça, que viram Deus, em Sua grande misericórdia, voltar-se para nós.

Eis o amor que leva à vida eterna, o amor que Jesus ordena hoje a cada um de nós: “Vai e faze a mesma coisa”.

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