Jesus envia os 70

Jesus tem uma visão, no Evangelho desta semana: Satanás caindo do céu como um relâmpago, como inimigo vencido pela pregação missionária de Sua Igreja.

Enviados por Jesus para reunir as nações na seara do julgamento divino (Isaías 27, 12-13; Joel 4,13), os setenta discípulos são um sinal da missão contínua da Igreja.

Pelo trabalho dos setenta discípulos, a Igreja proclama a vinda do reino de Deus, oferece Suas bênçãos de paz e misericórdia a todos os lares da terra,  “toda cidade e lugar que Ele pretendia visitar”.

O tom de Nosso Senhor é solene, no Evangelho de hoje. Se, na pregação da Igreja, “o reino de Deus está próximo”, o tempo de decisão chegou para todos. Aqueles que não recebem os seus mensageiros, serão condenados como Sodoma.

Aqueles que acreditam, no entanto, encontrarão paz e misericórdia, proteção e alimento no seio da Igreja, a Mãe Sião que celebramos na belíssima primeira leitura, a “Israel de Deus” que São Paulo abençoa na epístola dessa semana.

A Igreja é uma nova família de fé (Gálatas 6,10), na qual recebemos um novo nome que durará para sempre (Isaías 66,22), um nome escrito no Céu.

No Salmo desta semana, cantamos as formidáveis realizações de Deus entre os homens, ao longo da história da salvação. Mas de todas as obras de Deus, nenhuma foi maior do que a que Ele realizou pela cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Mudar o mar em terra firme foi apenas uma antecipação e uma preparação para a nossa passagem ao que São Paulo chama de “nova criação”.

E como a geração do êxodo foi protegida num deserto de serpentes e escorpiões (Deuteronômio 8,15), Ele deu agora poder à Sua Igreja sobre “toda a força do Inimigo”. Nada nos prejudicará quando fizermos o nosso caminho através do deserto deste mundo, aguardando o Mestre da colheita, aguardando o dia em que todos na terra irão gritar alegremente ao Senhor, com cânticos de louvores à glória do Seu nome.

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