corpus_christiNo alvorecer da história da salvação, Deus revelou o nosso futuro através de imagens. É o que ocorre na primeira leitura de hoje: um rei e um sumo sacerdote vêm de Jerusalém (Salmos 76, 3), oferecendo pão e vinho para celebrar a vitória do servo amado de Deus, Abraão, sobre seus inimigos.

Por sua oferta, Melquisedeque concede as bênçãos de Deus a Abraão. Ele está indicando como também nós, um dia, receberemos as bênçãos de Deus, ao mesmo tempo em que O bendiremos, dando-Lhe  graças por nos libertar de nossos maiores inimigos: o pecado e a morte.

Como Paulo recorda, na epístola de hoje, Jesus transformou o pão e o vinho, tornando-o um sinal do Seu Corpo e Sangue, através do qual Deus nos concede as bênçãos de Sua “nova aliança”.

Jesus é “o sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”, que Deus, no salmo de hoje, promete que governará em Sião, a nova Jerusalém (Hebreus 6, 20-7, 3).

Pelo milagre dos pães e dos peixes, no Evangelho de hoje Jesus novamente antecipa as bênçãos da Eucaristia.

Observe que Ele toma o pão, abençoa-o, parte-o e o dá aos Doze. Encontraremos as mesmas palavras, em semelhante ordem, pronunciadas na Última Ceia (Lucas 22,19) e em Sua celebração da Eucaristia na primeira noite de Páscoa (Lucas 24, 30).

A Eucaristia cumpre a oferta de Melquisedeque. É o milagre diário do sacerdócio celestial de Jesus.

Jesus conferiu aos Apóstolos um sacerdócio, ao ordenar-lhes que alimentassem a multidão, enchendo exatamente doze cestos com o pão que tinha sobrado, do mesmo modo que lhes mandou, na noite em que Ele foi entregue: “Fazei isto em memória de Mim”.

Através de Seus sacerdotes, Ele ainda nos alimenta no “lugar deserto” de nosso exílio terrestre. Por esse sinal, Ele nos promete uma glória vindoura. Todas as vezes que compartilhamos de Seu Corpo e Sangue, proclamamos Sua vitória sobre a morte, até que Ele venha novamente para tornar nossa a Sua vitória.

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