Trindade

Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Solenidade da Santíssima Trindade”, clicar AQUI. O homem, com sua razão, pode conhecer algumas coisas a respeito de Deus; o que a sua inteligência, no entanto, jamais poderia alcançar, Jesus Cristo cuidou de lhe revelar: Deus é um só, em três Pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espírito Santo. É o dogma da Santíssima Trindade que a liturgia católica propõe à nossa meditação neste Primeiro Domingo depois de Pentecostes; e é também sobre esse grandioso mistério, o maior da nossa fé, esta meditação do Padre Paulo Ricardo.

Na Liturgia de hoje somos levados, através do tempo, em uma gloriosa procissão — que inicia antes da terra e do céu serem colocados em seus devidos lugares, até a vinda do Espírito sobre a nova criação, que é a Igreja.

Começamos já no coração da Trindade, ao ouvirmos o testemunho da Sabedoria na primeira leitura de hoje. Eternamente gerado, o primogênito de Deus procede, desde toda a eternidade, no deleite amoroso do Pai.

Através Dele, os céus foram colocados no devido lugar e fixados os fundamentos da terra. Desde antes do começo, Ele estava com o Pai como Seu “Artifice”, o artesão pelo qual todas as coisas foram feitas. E Ele teve uma especial satisfação na glória suprema do trabalho de Deus, que foi a criação da raça humana, os “filhos dos homens”.

No Salmo de hoje, Ele desce do céu um pouco menor do que os anjos, vindo até nós como “Filho do Homem” (Hebreus 2, 6-10).

Todas as coisas foram colocadas sob Seus pés, para que Ele pudesse restaurar, para a humanidade, a glória para a qual fomos feitos desde o princípio: a glória que foi perdida no pecado. Ele experimentou a morte para que pudéssemos ser ressuscitados para a Vida na Trindade, e Seu nome fosse glorificado sobre toda a terra.

Através do Filho, obtivemos a graça e o acesso ao Pai, através do Espírito, como São Paulo se orgulha em dizer na epístola de hoje (Efésios 2,18).

O Espírito, o Amor de Deus, foi derramado em nossos corações: um Espírito de adoção, tornando-nos filhos do Pai mais uma vez (Romanos 8, 14-16).

Este é o Espírito que Jesus promete no Evangelho de hoje.

Seu Espírito vem como dom e unção divinos (1João 2,27), para nos guiar até a verdade total, para nos mostrar “as coisas que hão de vir”, as coisas que estão destinadas a ser antes de todos os séculos, para que encontremos paz e união em Deus, para que possamos compartilhar a vida da Trindade, e vivamos em Deus como Ele vive em nós (João 14,23; 17,21).

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