Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “O Cordeiro redimiu as ovelhas”, clicar AQUI. Quando ouvimos Jesus dizer aos Apóstolos: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”, nossa tendência imediata é pensar na Cruz, onde Cristo verteu amorosamente seu Sangue pela nossa salvação. Os três anos que Ele passou, no entanto, ensinando seus discípulos e fazendo arder-lhes os corações, é o sentido literal e primeiro dessa passagem. E é sobre ele que Padre Paulo Ricardo medita em mais esta homilia de Páscoa.

 

ETERNAMENTE NOVO (Meditação de Scott Hahn)

Pela bondade e compaixão de Deus, as portas do Seu reino foram abertas a todos os que têm fé, judeus ou gentios.

Essa é a boa notícia que Paulo e Barnabé proclamam na primeira leitura de hoje. Com o aparecimento da Igreja — a nova Jerusalém que João vê na Segunda Leitura de hoje — Deus começa a “fazer novas todas as coisas”.

Em Sua Igreja, a antiga “ordem” da morte desaparece; e Deus, pelos tempos infinitos, faz Sua morada com o gênero humano, de modo que todos os povos “serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles”. Tais promessas, feitas por meio de Seus profetas, são cumpridas (Ezequiel 37, 27; Isaías 25, 8; 35,10).

A Igreja é “um reino para sempre”, como cantamos no Salmo de hoje. É por isso que vemos os Apóstolos, sob a guia do Espírito, ordenando presbíteros ou sacerdotes (1 Timóteo 4, 14; Tito 1, 5).

Sacerdotes e bispos ungidos serão os sucessores dos Apóstolos, assegurando que o “domínio da Igreja perdure por todas as gerações” (Filipenses 1, 1).

Até o final dos tempos, a Igreja irá proclamar ao mundo os poderosos feitos de Deus, abençoando Seu santo nome e dando graças a Ele, cantando as glórias de Seu reino.

Em Sua Igreja, nós nos reconhecemos como Seus “fiéis”, como aqueles que Jesus chama de Seus “filhinhos” no evangelho de hoje. Nós vivemos sob a nova lei, o “novo mandamento” que Ele deixou em seus últimos momentos de vida.

O amor que Ele nos pede não é um amor humano, mas um amor sobrenatural. Amamo-nos uns aos outros como Jesus nos amou, sofrendo e morrendo por nós. O nosso amor deve ser uma imitação do Seu amor.

Esse tipo de amor só é possível pelo Espírito derramado em nossos corações no Batismo (Romanos 5, 5), renovado no sacrifício que Seus sacerdotes oferecem em cada missa.

Pelo nosso amor, nós glorificamos o Pai. E, pelo nosso amor, todos os povos saberão que somos o Seu povo, e que Ele é o nosso Deus.

https://stpaulcenter.com/new-for-all-ages-scott-hahn-reflects-on-the-fifth-sunday-of-easter/

 

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Atos dos apóstolos 14, 21b-27)

A Cruz a caminho do Reino

Naqueles dias, Paulo e Barnabé bvoltaram para as cidades de Listra, Icônio e Antioquia. Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. Os apóstolos designaram presbíteros para cada comunidade. Com orações e jejuns, eles os confiavam ao Senhor, em quem haviam acreditado. Em seguida, atravessando a Pisídia, chegaram à Panfília. Anunciaram a palavra em Perge, e depois desceram para Atália. Dali embarcaram para Antioquia, de onde tinham saído, entregues à graça de Deus, para o trabalho que haviam realizado. Chegando ali, reuniram a comunidade. Contaram-lhe tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos.

 

SALMO 29

É um Reino para sempre

(Antífona): Bendirei o vosso nome, ó meu Deus, meu Senhor e meu Rei para sempre.

— Misericórdia e piedade é o Senhor,/ ele é amor, é paciência, é compaixão./ O Senhor é muito bom para com todos,/ sua ternura abraça toda criatura.

— Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,/ e os vossos santos com louvores vos bendigam!/ Narrem a glória e o esplendor do vosso reino/ e saibam proclamar vosso poder!

— Para espalhar vossos prodígios entre os homens/ e o fulgor de vosso reino esplendoroso./ O vosso reino é um reino para sempre,/ vosso poder, de geração em geração.

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Apocalipse 21, 1-5a)

A morada de Deus entre os homens

Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, de junto de Deus, vestida qual esposa enfeitada para o seu marido. Então, ouvi uma voz forte que saía do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão o seu povo, e o próprio Deus estará com eles. Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes”. Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que faço novas todas as coisas”. Depois, ele me disse: “Escreve, porque estas palavras são dignas de fé e verdadeiras”.

 

EVANGELHO (São João 13, 31-33a.34-35)

A imitação de Cristo

Depois que Judas saiu do cenáculo, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”.