Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “O que significa crer na Ressurreição de Jesus?”, clicar AQUI. Afinal, o que significa acreditar na Ressurreição de Nosso Senhor? Em que consiste o mistério que celebramos todos os anos na Páscoa e como ele influi diretamente em nossa vida espiritual? São as perguntas às quais Padre Paulo Ricardo procura responder nesta homilia, reforçando alguns pontos básicos de nossa fé, que deveriam ser óbvios para todos os que crêem em Jesus Cristo, mas que infelizmente têm ficado ocultos em nossa época, seja por ignorância, seja por incredulidade.

 

VENDO E ACREDITANDO (Scott Hahn medita sobre o Domingo da Páscoa)

Jesus não é visível de maneira alguma. No entanto, o evangelho de hoje nos diz que Pedro e João “viram e creram”.

O que eles viram? Lençóis no chão de um túmulo vazio. Talvez tenha sido isso que os convenceu de que Ele não tinha sido levado por ladrões, que normalmente roubavam os caros lençóis sepulcrais e deixavam os corpos.

No entanto, é notória repetição — sete vezes em nove versículos — da palavra “túmulo”. Eles viram o túmulo vazio e acreditaram na promessa que Ele lhes fizera: Deus o ressuscitaria no terceiro dia.

A primeira leitura de hoje nos diz que os apóstolos foram escolhidos para serem Suas testemunhas; Cristo lhes deu a tarefa de “pregar e testemunhar”, a todos, aquilo que tinham visto, desde a Sua unção com o Espírito Santo no rio Jordão, até o episódio do sepulcro vazio.

Além de sua própria experiência, os apóstolos foram instruídos nos mistérios da economia divina, ou seja, nos planos de salvação de Deus: eles aprenderam tudo o que os profetas haviam testemunhado sobre Ele (Lc 24, 24,44).

Agora, eles podiam “compreenderem as Escrituras” e nos ensinar o que Jesus lhes tinha dito: Ele era a “pedra angular” rejeitada pelos construtores, do qual o Salmo de hoje profetiza a ressurreição e exaltação (Lc 20,17; Mt 21, 42; Atos 4,11).

Nós somos os filhos das testemunhas apostólicas. É por isso que continuamos a nos reunir logo cedo, na manhã do primeiro dia da semana, para celebrar esta “festa do túmulo vazio” e agradecer por “Cristo nossa vida” (como Ele é chamado na epístola de hoje).

Tendo sido batizados em sua Morte e Ressurreição, vivemos a vida divina do Cristo ressuscitado; nossas vidas estão “ocultas com Cristo em Deus”. Agora, também nós somos suas testemunhas. No entanto, testemunhamos coisas que não vimos, mas nas quais acreditamos; nós procuramos, entre as coisas da terra, o que está mais acima.

O que os Apóstolos testemunharam, nós agora vivemos em memorial. Como eles, nós comemos e bebemos com o Senhor ressuscitado no altar. E esperamos, confiados no que eles nos anunciaram: o dia em que apareceremos “juntamente com Ele na glória”.

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PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Atos dos apóstolos 10, 34a.37-43)

Juiz dos vivos e dos mortos

Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: “Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judéia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele.

E nós somos testemunhas de tudo o que Jesus fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Eles o mataram, pregando-o numa cruz. Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia, concedendo-lhe manifestar-se não a todo o povo, mas às testemunhas que Deus havia escolhido: a nós, que comemos e bebemos com Jesus, depois que ressuscitou dos mortos.

E Jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que Deus o constituiu Juiz dos vivos e dos mortos.

Todos os profetas dão testemunho dele: “Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome, o perdão dos pecados”.

 

SALMO 117

O maior de todos os dias

(Antífona): Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos!

— Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!/ “Eterna é a sua misericórdia!”/ A casa de Israel agora o diga:/ “Eterna é a sua misericórdia!”

— A mão direita do Senhor fez maravilhas,/ a mão direita do Senhor me levantou./ Não morrerei, mas ao contrário, viverei/ para contar as grandes obras do Senhor!

— A pedra que os pedreiros rejeitaram,/ tornou-se agora a pedra angular;/ pelo Senhor é que foi feito tudo isso!/ Que maravilhas ele fez a nossos olhos!

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Colossenses 3, 1-4)

Cristo, nossa vida

Irmãos: Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus; aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer em seu triunfo, então vós aparecereis também com ele, revestidos de glória.

 

EVANGELHO (São João 20, 1-9)

Os que viram e acreditaram

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido tirada do túmulo.

Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.

Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.

De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.