Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “O Céu que se abre para nós”, clicar AQUI. O Evangelho deste domingo nos coloca no contexto das bodas de Caná, recordando-nos a grande promessa de Deus para os que forem fiéis à sua Palavra: a participação no banquete das núpcias do Cordeiro. Para que estejamos presentes nessas núpcias, Padre Paulo Ricardo mostra nesta homilia como são fundamentais a intercessão de Maria, a nossa disposição a mudar, bem como a entrega das águas do nosso vazio a Jesus.

 

NAS BODAS DE CANÁ (Meditação de Scott Hahn)

Procuremos ver essas primeiras semanas depois do Natal como uma época de “epifanias”. A liturgia está nos mostrando quem é Jesus e o que Ele revelou sobre nosso relacionamento com Deus.

Na semana passada e na semana anterior, a imagem era real e filial – Jesus é o rei recém-nascido dos judeus que nos torna co-herdeiros da promessa de Israel, amados filhos de Deus. Na semana passada, na liturgia, fomos a um batismo.

Esta semana estamos num casamento.

Revela-se a nós agora uma outra dimensão do nosso relacionamento com Deus. Se somos filhos e filhas de Deus, é porque fomos incorporados à família divina por meio de uma boda.

Alguma vez você já se perguntou por que a Bíblia começa e termina com um casamento – Adão e Eva no jardim e a ceia das bodas do Cordeiro (compare Gênesis 2, 23–24 e Apocalipse 19, 9; 21: 9; 22:17)?

Em toda a Bíblia, o casamento é o símbolo do relacionamento de aliança que Deus deseja ter com o Seu povo escolhido. Ele é o noivo, e a humanidade a sua amada e procurada noiva. Nós vemos isso refletido maravilhosamente na primeira leitura de hoje.

Quando Israel rompe a aliança, ela é comparada a uma esposa infiel (Jeremias 2, 20–36; 3, 1–13). Mas Deus promete trazê-la de volta e desposá-la para sempre numa aliança eterna (Os 2, 18-22).

É por isso que, no evangelho de hoje, Jesus realiza seu primeiro “sinal” público numa festa de casamento.

Jesus é o esposo divino (João 3, 29), chamando-nos para Sua boda real (Mateus 22, 1–14). Por Sua Nova Aliança, Ele se tornará “uma só carne” com toda a humanidade através da Igreja (Efésios 5, 21–33). Pelo nosso batismo, cada um de nós foi prometido a Cristo como noiva a um esposo (2 Coríntios 11, 2).

O vinho novo que Jesus faz transbordar na festa de hoje é o dom do Espírito Santo dado à Sua noiva e Seu corpo, como diz a epístola de hoje. Esta é a “salvação” anunciada às “famílias das nações” no Salmo de hoje.

https://stpaulcenter.com/in-the-wedding-scott-hahn-reflects-on-the-second-sunday-in-ordinary-time/

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Isaías 62, 1-5)

A promessa de casamento

Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não descansarei, enquanto não surgir nela, como um luzeiro, a justiça e não se acender nela, como uma tocha, a salvação.

As nações verão a tua justiça, todos os reis verão a tua glória; serás chamada com um nome novo, que a boca do Senhor há de designar. E serás uma coroa de glória na mão do Senhor, um diadema real nas mãos de teu Deus.

Não mais te chamarão Abandonada, e tua terra não mais será chamada Deserta; teu nome será Minha Predileta e tua terra será a Bem-Casada, pois o Senhor agradou-se de ti e tua terra será desposada.

Assim como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposam; e como a noiva é a alegria do noivo, assim também tu és a alegria de teu Deus.

 

SALMO 95

A glorificação do Esposo

(Antífona): Cantai ao Senhor Deus um canto novo, manifestai os seus prodígios entre os povos!

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo,/ cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!/ Cantai e bendizei seu santo nome!

— Dia após dia anunciai sua salvação,/ manifestai a sua glória entre as nações,/ e entre os povos do universo seus prodígios!

— Ó família das nações, dai ao Senhor,/ ó nações, dai ao Senhor poder e glória,/ dai-lhe a glória que é devida ao seu nome!/ Oferecei um sacrifício nos seus átrios.

— Adorai-o no esplendor da santidade,/ terra inteira, estremecei diante dele! / Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!”/ pois os povos ele julga com justiça.

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (1Coríntios 12, 4-11)

As dádivas do Espírito à Sua noiva

Irmãos: Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos. A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. A um é dada pelo Espírito a palavra da sabedoria. A outro, a palavra da ciência segundo o mesmo Espírito. A outro, a fé no mesmo Espírito. A outro, o dom de curas no mesmo Espírito. A outro, o poder de fazer milagres. A outro, profecia. A outro, discernimento de espíritos. A outro, falar línguas estranhas. A outro, interpretação de línguas. Todas estas coisas as realiza um e o mesmo Espírito, que distribui a cada um conforme quer.

 

EVANGELHO (São Lucas 3, 15-16.21-22)

O vinho das bodas do Cordeiro

Naquele tempo, houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”.

Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”.

Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.

Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram.

O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água.

O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!”

Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.