Para ouvir a homilia do Padre Paulo Ricardo, “Como estrelas de Belém”, clicar AQUI. A solenidade da Epifania do Senhor é a celebração da manifestação de Deus aos homens. Jesus veio ao mundo tanto para aqueles que já O aguardavam como para os incrédulos e pagãos, a fim de salvar a todos com sua Paixão redentora. Na homilia deste domingo, Padre Paulo Ricardo nos mostra como devemos colaborar com essa vontade de Cristo, sendo outras estrelas de Belém que indicam o caminho até o Salvador.

  

PRIMEIRA LEITURA DA MISSA (Isaías 60, 1-6)

Uma Luz sobre as trevas

Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. Os povos caminham à tua luz e os reis ao clarão de tua aurora. Levanta os olhos ao redor e vê: todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. Ao vê-los, ficarás radiante, com o coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão as riquezas de além-mar e mostrarão o poderio de suas nações; será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor.

 

SALMO 71

A Luz que brilhou para todas as nações

(Antífona): As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

— Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus,/ vossa justiça ao descendente da realeza!/ Com justiça ele governe o vosso povo,/ com equidade ele julgue os vossos pobres.

— Nos seus dias a justiça florirá/ e grande paz, até que a lua perca o brilho!/ De mar a mar estenderá o seu domínio,/ e desde o rio até os confins de toda a terra!

— Os reis de Társis e das ilhas hão de vir/ e oferecer-lhe seus presentes e seus dons;/ e também os reis de Seba e de Sabá/ hão de trazer-lhe oferendas e tributos./ Os reis de toda a terra hão de adorá-lo,/ e todas as nações hão de servi-lo.

— Libertará o indigente que suplica,/ e o pobre ao qual ninguém quer ajudar./ Terá pena do indigente e do infeliz,/ e a vida dos humildes salvará.

 

SEGUNDA LEITURA DA MISSA (Efésios 3, 2-3a.5-6)

Os co-herdeiros da Luz

Irmãos: Se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito, e como, por revelação, tive conhecimento do mistério. Este mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho.

 

EVANGELHO (São Lucas 2, 41-52)

As trevas se curvam diante da Luz

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas.

Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera.

Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas. E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens.

 

UM REI PARA CONTEMPLAR (Meditação de Scott Hahn)

Uma epifania é uma aparição. Nas leituras de hoje, com suas estrelas em ascensão, luzes esplendorosas e mistérios revelados, aparece o rosto da criança nascida no dia de Natal.

Herodes, no Evangelho de hoje, pergunta aos chefes dos sacerdotes e escribas onde o Messias deve nascer. A resposta que Mateus coloca em seus lábios diz muito mais, combinando duas vertentes da promessa do Antigo Testamento: uma revelando que o Messias é da linhagem de Davi (2 Samuel 2, 5), a outra prevendo “um soberano de Israel” que “apascentará  o seu rebanho” e cuja “grandeza chegará até os confins da terra” (Miquéias 5, 1-3).

Essas promessas do rei de Israel, que governa as nações, ressoam também no Salmo de hoje. O salmo celebra Salomão, o filho de Davi. Seu reino, como nós cantamos, se estenderá “até os confins da terra”, e os reis do mundo lhe renderão homenagem. Essa é também a cena da primeira leitura de hoje, quando as nações descem do Oriente, carregando “ouro e incenso” para o rei de Israel.

A peregrinação dos Magos, no Evangelho de hoje, marca o cumprimento das promessas de Deus. Os magos, provavelmente astrólogos persas, estão seguindo a estrela que, conforme Balaão tinha previsto, subiria junto com o bastão do soberano sobre a casa de Jacó (Números 24:17).

Carregados de ouro e especiarias, sua jornada evoca aquelas feitas a Salomão pela Rainha de Sabá e os “reis da terra” (1Reis 10, 2, 25; 2Crônicas 9,24). Curiosamente, os únicos outros lugares, na Bíblia, em que o incenso e a mirra são mencionados juntamente, são os cânticos de Salomão (Cântico dos Cânticos 3, 6; 4, 6, 14).

Alguém maior que Salomão está aqui (Lucas 11,31). Ele veio para revelar que todos os povos são “co-herdeiros” da família real de Israel, como ensina a epístola de hoje.

Sua manifestação nos obriga a escolher: seguiremos os sinais que nos levam até Ele, como os sábios magos fizeram? Ou seremos como aqueles sacerdotes e escribas, que deixam as palavras da promessa divina se transformarem em letras mortas de um antigo pergaminho?

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